Não seria surpresa, já que o etarismo (preconceito com base na faixa etária), infelizmente está presente em todos os lugares, até mesmo no seio familiar, o que é muito triste. No entanto, há um tempo, esta palavra nem era conhecida, afinal, os idosos estavam mais resguardados. Aposentados, acomodados em seus lares, vendo o tempo passar. Mas os tempos mudaram. A longevidade apresentou um novo cenário no mundo todo.
Os aposentados de hoje cuidam mais da saúde, se mantêm atualizados, fazem atividade física. Muitos já têm este comportamento antes da aposentadoria. Porque a mudança de hábitos da população mundial, aliada aos avanços da medicina, é a grande responsável por vivermos mais, apesar do fast food.
Este espaço que o idoso começa a reabilitar, ou ainda, em que ele insiste em ficar, incomoda algumas pessoas. Hoje, estamos mais presentes no trânsito, na academia, em diversas profissões. E, principalmente no trabalho, o etarismo é muito comum.
Na política, não seria diferente e, nas eleições, a idade é apontada como um ponto fraco nos candidatos que disputam pleito contra um jovem. O etarismo confunde a experiência com a falta de discernimento e capacidade. O deboche e a falta de respeito são usados para desqualificar aquele candidato que viveu outras épocas e passou por diferentes situações e desafios da sociedade. Mas esta vivência não seria uma qualidade?
Sem fazer aqui, avaliação de candidatos, chamo a atenção para a negatividade jogada sobre candidatos com mais de 65 anos. Nas plataformas de governo a palavra “jovem” tem peso maior do que “experiente”.
A renovação na política é necessária e que bom que existem jovens dispostos e prontos a seguir na vida pública. Quanto mais, melhor. Mas não precisa ser uma troca. Pode ser uma aliança.
Aos mais velhos, neste mês, em que se comemora o Dia Internacional do Idoso, fica a sugestão: não deixe que alguém diga que você não é capaz. Leia, estude, se exercite para acompanhar os novos tempos e não pare diante da discriminação. Não deixe o etarismo sair vencedor.