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Integridade se faz na escola

Por CARLOS GEMINIANO RODRIGUES, contador e auditor-geral do Estado do Rio Grande do Sul

A Contadoria e Auditoria-Geral do Estado, órgão de controle interno da administração pública do RS, promove, neste mês de novembro, uma premiação que confirma a representatividade do combate à corrupção na formação cidadã e reforça a importância de plantar a semente da integridade desde cedo, ainda em solo escolar.

Durante o encontro da Rede de Controle Contra a Corrupção do RS, no auditório do Ministério Público, a Cage fez a entrega dos troféus da 3ª edição do Projeto Escola Íntegra, um concurso de manifestações artísticas sobre ética que premia estudantes, professores e escolas da rede estadual.

A edição de 2025 teve um avanço importante. Pela primeira vez, o concurso recebeu trabalhos de instituições de ensino de todo o Estado, chegando a 1.074 inscrições de estudantes do Ensino Médio, público-alvo do edital. Foi um crescimento de 168,5% em relação ao ano anterior.

Levar o projeto para o interior do Estado era um desejo da Cage. Sempre tivemos convicção da relevância dessa expansão para o fortalecimento da formação cidadã. E o engajamento de mais de mil estudantes mostra, de forma clara, o que já esperávamos: o tema desperta o interesse de jovens e professores. Não restam dúvidas de que iniciativas como essa têm potencial de instigar o pensamento crítico e transformar realidades ao fomentar a reflexão sobre ética e moralidade.

Nesta edição, a premiação total chegou a R$ 40 mil. Além dos troféus, estudantes, professores(as) e escolas vencedoras receberão valores em dinheiro. Haverá ainda um sorteio de R$ 1 mil entre os participantes não premiados.

A Cage já mira a próxima edição, em 2026, com a expectativa de levar o projeto a ainda mais salas de aula e consolidar ainda mais a conexão entre arte, ensino e integridade. Essa é uma combinação transformadora para a formação de cidadãos éticos e conscientes do seu papel na sociedade.