Diante das catástrofes climáticas do Vale do Alto Taquari, a restauração da logística é urgente e tem provocado debates, análises, propostas e mobilizações de autoridades, cidadãos e iniciativa privada. É uma pauta constante nas instituições e na sociedade.
A logística representa o pulmão dos processos das cadeias produtivas e do cotidiano da população. Os governos municipais, estadual e federal não ignoram o tamanho dos problemas causados pelas devastações, que destruíram vidas e patrimônios construídos com sacrifícios por trabalhadores, empresários e produtores. As consequências são graves nas empresas, nos negócios e nos empregos, impactando a geração da riqueza e os orçamentos públicos. A região é relevante pela economia diversificada, com destaque às indústrias de proteína animal, agronegócio e alimentos, tendo preponderância nas exportações, e reflexos no turismo.
Um exemplo das dificuldades está na Cooperativa Dália Alimentos. As fábricas de rações, laticínios, suinocultura e avicultura sofreram paralisações, pela falta de energia elétrica e alagamentos. Rodovias interditadas interromperam a entrega de insumos aos produtores, o transporte dos animais para abate, o recolhimento de leite e a distribuição dos produtos aos mercados.
Ao lado da esperança na reconstrução do ânimo da população, é essencial restaurar a infraestrutura logística, sendo premente resolver os entraves nas rodovias, pontes e pontilhões.
Algumas iniciativas são elogiáveis, como a sociedade na reconstrução da ponte de ferro entre Arroio do Meio e Lajeado. E o Exército entregou, no dia 12 de agosto, outra ponte de ferro que permite a passagem de caminhões de até 80 toneladas no rio Forqueta.
Precisamos avançar no planejamento em alternativas, para evitar que o Alto Taquari fique dependendo apenas da rodovia ERS-130, como o asfaltamento da ERS-129. A perspectiva de soluções permanentes é fundamental ao estímulo do investimento nos empreendimentos, garantindo o desenvolvimento da região.
Todos os atores envolvidos devem partir da percepção de que logística não é apenas o custo matemáticos da revitalização das indústrias e do fomento dos negócios. É o cálculo da vida dos milhares de pessoas do Alto Taquari.