Artigos

Terminadas as férias escolares, o natural seria o retorno dos alunos e professores para as escolas, mas não é o que acontece, novamente, neste início do ano escolar, quando o cenário de descaso com a educação é repetido pelos governos.

Aulas encerradas em dezembro de 2025, com diversos problemas constatados nas escolas, principalmente estruturais, incluindo telhados, infiltrações, sistema elétrico e hidráulico, além da falta de manutenção básica nos prédios e pátios.

Passados dois meses, o que se constata é que os problemas não foram resolvidos ou até aumentaram, acontecendo roubos nas escolas que estavam com pouco movimento, sendo levados materiais que são importantes para a comunidade escolar.

As obras necessárias para que as escolas funcionem a pleno dependem de processos burocráticos demorados, que atrasam a execução das reformas ou construções, deixando as escolas sucateadas e com ambiente degradado.

Outro aspecto que se repete em todo início do ano escolar é a falta de profissionais, professores, monitores e para outros setores essenciais para o funcionamento do processo de ensino, seja por aposentadorias, afastamentos, seja pelo fim de contratos.

O processo seletivo para reposição ou contratação é extremamente demorado, às vezes, com os profissionais chegando após o início das aulas, assumindo as funções com atraso e prejudicando os alunos no processo de aprendizagem.

O pior de tudo é que nada muda, independente de quem estiver nos governos, parecendo para a população que a educação pública não é prioridade, pois, se fosse, os espaços estariam funcionando a pleno e com todos os profissionais necessários atendendo aos alunos.

Improvisação e descaso são o que se constata a cada retorno das aulas.