Em 2025, ocorreram quase 69 mil óbitos maternos no Brasil. São mortes que ocorrem durante ou até 42 dias após a gestação por motivos causados ou agravados pela gravidez. 28 de maio é o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna. A data convida a refletir sobre a importância do acesso ao cuidado de qualidade durante a gravidez, o parto e o pós-parto. Os cuidados prestados por profissionais de saúde qualificados podem salvar a vida de mulheres e recém-nascidos.
O alto e triste número reflete as desigualdades no acesso a serviços de saúde de qualidade. O sangramento intenso, infecções, pré-eclampsia e eclampsia, complicações do parto e o aborto inseguro estão entre as principais causas da morte materna. A maioria dessas complicações se desenvolve durante a gravidez e é evitável quando o acompanhamento adequado é realizado.
Durante o pré-natal, o profissional de Enfermagem identifica precocemente indícios de hipertensão, diabetes gestacional ou qualquer fator que possa ser causa direta de morte materna, o que possibilita que ele encaminhe a gestante para o especialista correto. Quanto mais cedo os sinais de risco são identificados, maiores são as chances de se estabelecer um tratamento eficaz. Além disso, também contribui na identificação de sangramentos pós-parto fora dos padrões, segunda maior causa de morte materna no país.
A educação em saúde é outro papel importante do enfermeiro. Por meio dela, é possível auxiliar a gestante para que ela passe pela gravidez e pelo puerpério se sentindo mais saudável e segura.
A Enfermagem é, em essência e antes de quaisquer procedimentos, humana. A capacitação profissional passa por uma educação de qualidade que vá além das características técnicas dos estudantes, formando profissionais focados no respeito, na ética, no atendimento personalizado e na autonomia da paciente. É ensinando as habilidades e conhecimentos necessários aos procedimentos e o valor de toda história por trás de cada caso que a academia contribui para uma atuação séria, responsável e que não mede esforços visando a redução dos casos graves de saúde da mulher gestante.