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O novo Congresso e o futuro do carvão gaúcho

Por FERNANDO LUIZ ZANCAN, presidente da Associação Brasileira do Carbono Sustentável

No momento em que a segurança energética volta ao centro do debate global e a população brasileira renova o Congresso, merece reconhecimento o trabalho das bancadas gaúchas na Câmara e no Senado em defesa do carvão mineral do Rio Grande. O resultado das eleições de 4 de outubro reforça a importância desses parlamentares na defesa de uma atividade essencial para o futuro do Estado e do país, responsável por preservar empregos, fortalecer municípios e contribuir para o desenvolvimento energético nacional.

A cadeia produtiva do carvão responde por 10 mil empregos diretos e indiretos e movimenta a economia da metade sul e do Baixo Jacuí. A articulação dos parlamentares tem sido fundamental para a continuidade desse setor estratégico. Defender o carvão não significa ignorar os desafios ambientais, mas reconhecer que a transição energética precisa ser equilibrada e socialmente justa. Eólica e solar são essenciais, mas dependem das condições climáticas. Nesse contexto, as termelétricas ainda exercem papel relevante como fonte de energia firme para o sistema elétrico.

O Rio Grande concentra a maior parte das reservas brasileiras de carvão. O desafio é investir em tecnologias que reduzam emissões, como captura de carbono, e ampliem o aproveitamento dos minerais associados ao carvão. A atuação dos parlamentares gaúchos vai além da defesa do setor: trata-se de criar condições para transformar riqueza mineral em emprego, inovação e competitividade, conciliando desenvolvimento e sustentabilidade.