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O papel da biomedicina no diagnóstico e tratamento do câncer de mama

Por AMANDA MAYER, professora de Biomedicina na Fadergs

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), entre 2026 e 2028 podem surgir 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil. A estimativa representa cerca de 71 mulheres a cada 100 mil habitantes. Apesar dos dados alarmantes, ainda há uma grande dificuldade para que os tumores sejam identificados cedo. A tão difundida importância do diagnóstico precoce, uma das principais formas de aumentar as taxas de sucesso do tratamento, é alvo da atuação da Biomedicina de forma, muitas vezes, não percebida, para identificar a doença e acompanhar o tratamento.

O trabalho do biomédico pode envolver a patologia clínica, o exame de imagem e a pesquisa sobre novos marcadores e métodos de diagnósticos mais rápidos e acessíveis. Na patologia clínica, identificamos moléculas, conhecidas como marcadores, que podem indicar a presença de tumores ou, no caso de marcadores genéticos, a maior probabilidade de desenvolver algum câncer. Além de auxiliar na identificação do tipo de tumor, tal análise possibilita monitorar a evolução da doença e se o tratamento está tendo o efeito esperado.

Na análise de biópsias, é possível entender, através de diversos processos, se as características de determinados tecidos estão normais ou se há alteração. Na imunohistoquímica, por exemplo, são utilizados anticorpos para detectar proteínas específicas que possibilitam a compreensão das particularidades de cada caso, o que auxilia nas decisões de conduta terapêutica mais adequada para cada paciente.

Outra área de atuação é a pesquisa, que está em constante evolução. Os estudos sobre câncer de mama colaboram para que, cada vez mais, se entenda como a doença se desenvolve, como identificá-la mais rápido e de forma mais precisa e quais as melhores formas de lidar com ela.

Ainda que a atuação da biomedicina seja predominantemente nos bastidores, este trabalho é uma peça-chave no combate ao câncer de mama. Para além do cuidado na linha de frente, é preciso lembrar que há profissionais por trás dos exames que auxiliam na detecção rápida e precisa e, por consequência, na identificação do tratamento mais adequado para milhares de pacientes.