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O papel vital das igrejas no socorro às vítimas da catástrofe no RS

Eliana Bayer, deputada estadual

Como representante do povo gaúcho e observadora atenta dos desafios que enfrentamos, é com admiração e gratidão que venho destacar o papel fundamental das igrejas evangélicas no acolhimento às vítimas das recentes enchentes que devastaram nosso estado. Sob a coordenação do Cimepa (Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos de Porto Alegre), 44 abrigos foram estabelecidos somente na Capital, acolhendo aproximadamente 20% dos desabrigados da cidade. Esse esforço notável foi acompanhado pela distribuição de dezenas de milhares de refeições diárias, cestas básicas, roupas, atendimento médico e apoio psicológico.

Além disso, mais de 30 centros de distribuição, geridos pelas igrejas, continuam a servir uma fatia significativa de nossa comunidade, demonstrando um compromisso ímpar com o bem-estar do próximo. A dedicação incansável dessas instituições não apenas salvou vidas como também proporcionou conforto e esperança em tempos de desespero.

No entanto, é lamentável que, apesar dos enormes custos absorvidos por essas entidades, o governo do Estado ainda não tenha manifestado qualquer intenção de isentar as contas de energia elétrica dos espaços que serviram como abrigos temporários - sejam eles igrejas, ONGs, associações ou até espaços da iniciativa privada. Enquanto a prefeitura de Porto Alegre reconhece a importância desse serviço ao isentar os espaços de acolhimento da conta de água, o mesmo gesto de solidariedade ainda não foi estendido às contas de energia elétrica.

Atualmente, mais de 1,5 mil pessoas ainda estão abrigadas em igrejas, escolas e ONGs eéimperativo que o Estado reconheça e apoie financeiramente esse trabalho crucial. Proporcionar isenção das contas de energia elétrica seria uma forma concreta de reconhecer e valorizar o esforço dessas instituições que tanto ajudam o nosso povo.

Que este exemplo de unidade entre as diferentes denominações cristãs continue a inspirar toda a sociedade, independentemente de ideologia, em prol da longa reconstrução que teremos pela frente e do apoio às vítimas desta terrível catástrofe que assolou nosso Estado.