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O poder do campo — e das redes sociais!

Por Marcus Vinícius de Almeida, deputado estadual / Progressistas-RS

Produtores rurais sempre fizeram ouvir suas vozes através de representações políticas e entidades de classe, mas agora encontraram nas redes sociais um amplificador sem precedentes. O clamor urgente dos campos do Rio Grande do Sul ressoa nas plataformas digitais, estremecendo os alicerces do poder no Distrito Federal.

O Movimento SOS Agro RS exemplifica essa nova era: uma iniciativa enraizada na base, livre de amarras partidárias ou ideológicas, nascida on-line com a participação espontânea de cidadãos das comunidades afetadas pelo desastre climático. Das lavouras para a Internet — e da Internet para as ruas das cidades —, o agro se uniu na busca de uma ação imediata de socorro. Seu objetivo é restaurar a vitalidade da agricultura e pecuária gaúcha.

Com o novo período de plantio se aproximando, cada dia sem uma solução adequada, aumenta a aflição e diminui o ânimo das pessoas na atividade rural. A assistência aos gaúchos não é apenas decisiva para preservar a segurança alimentar e econômica, mas também para mitigar crises inflacionárias e impedir o encarecimento do crédito.

Nestes três meses de longa espera, enquanto Brasília permanecia inerte, o movimento avançou e cresceu. Revelou-se ordeiro, pacífico e responsável. Ganhou respeito e adesão. De cima dos tratores e pelas telas dos smartphones, convocaram dois grandes eventos que colocaram as barbas da República de molho.

É incontestável que, se não fosse a liberdade de expressão, e manifestação nas redes, o sofrimento seria ainda maior. Esse canal de comunicação uniu e orientou o setor na construção de seu pleito e lutas. Mas sem respostas efetivas, o grupo evidencia a inequívoca aflição de quem quer plantar, criar, colher e tocar a vida em frente.

O governo federal tem o dever inquestionável de assegurar que o setor agropecuário continue a ser um pilar da economia nacional. Caso contrário, é incontestável que a voz ampliada do campo nas redes sociais poderá ser o catalisador de uma crise governamental iminente. Brasília precisa acordar.