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O preço de um juramento

Por Comandante Nádia, presidente da Câmara de Porto Alegre

Mais um nome se soma à longa lista de heróis que tombam no cumprimento do dever. Mais um brigadiano que sai de casa para proteger a sociedade e não retorna ao lar. A tragédia se deu de forma brutal: um criminoso, sem qualquer respeito pela vida, atropelou e matou um homem que jurou servir e proteger. Um cidadão que não vestia apenas uma farda, mas carregava nos braços e na alma o peso da responsabilidade, da honra e da abnegação.

O sargento Luiz Fernando Lussi deixa para trás uma esposa, que agora precisa enfrentar a dura realidade da ausência. Um filho, que crescerá sem o abraço e os ensinamentos de seu pai. Uma família destruída. Colegas de farda que, apesar da dor, seguirão firmes, pois sabem que essa é a sina de quem escolhe viver e até morrer por um juramento.

A população, em geral, nem imagina que, depois da inestimável perda, as viúvas dos militares estaduais, PM e Bombeiro, ainda precisam enfrentar a insegurança trazida pela interpretação da lei.

Principalmente, no que diz respeito à elaboração e publicação do ato que deveria conceder a pensão integral para a mulher e filhos. Essa dúvida não pode mais existir e é um assunto que, sendo brigadiana e parlamentar, tem toda a minha atenção.

Ainda, em meio à tristeza, surge uma pergunta dolorosa: quanto vale um juramento? Nos dias atuais, em que os valores estão invertidos, em que o errado se torna certo e o mal é relativizado, o juramento de um policial militar se torna uma sentença. O compromisso com a lei e a ordem, que deveria ser exaltado, é muitas vezes atacado por aqueles que, ironicamente, desfrutam da segurança que a Polícia proporciona.

Essa semana, um grupo de extrema-esquerda manifestou-se pelo fim da Brigada Militar. Sim, pelo fim da única linha que separa o cidadão de bem da violência que assola o país. O que diriam para a esposa e o filho que ficaram? O que diriam para os colegas de farda que, apesar da dor, continuam saindo às ruas para proteger até mesmo aqueles que os desprezam?

O que esses heróis enfrentam não é apenas o crime, mas uma sociedade que, em parte, virou as costas para eles. Pessoas que esquecem rapidamente os nomes daqueles vitimados em serviço, mas não hesitam em apontar o dedo quando uma ação policial se faz necessária.

Hoje, choramos mais um. E amanhã? Quantos mais precisarão morrer até que se compreenda que, sem a Brigada Militar, não há segurança, não há ordem, não há paz? Quantos mais precisarão perder a sua vida para que se reconheça o verdadeiro valor de um juramento?