Os municípios gaúchos foram duramente atingidos pela maior enchente da história do nosso Estado. Não há tempo a perder e todos os esforços do poder público devem estar concentrados em garantir os recursos necessários para a retomada das vidas, o reequilíbrio da arrecadação e a preservação de empregos e renda nas cidades. O Legislativo tem buscado fazer sua parte. Tão logo começaram as chuvas, todos os nossos deputados ficaram em suas bases eleitorais, dando apoio à população e acelerando soluções. Ao mesmo tempo, mudamos o regimento interno da Assembleia para que os projetos urgentes de socorro aos atingidos fossem votados em tempo recorde, mesmo de forma 100% virtual. Assim, aprovamos o Plano Rio Grande, o fundo para centralização dos recursos e a Secretaria da Reconstrução, entre outras iniciativas, permitindo que recursos chegassem mais rapidamente à ponta.
De igual modo, obtivemos, a partir da campanha Valores Que Ficam, da ALRS, uma arrecadação recorde de R$ 101 milhões, que estão indo diretamente para a população afetada. Também autorizamos o repasse de R$ 40 milhões de recursos próprios da Assembleia para compra de cestas básicas e ajuda na aquisição de moradias. Estamos, ainda, apoiando diretamente a mobilização suprapartidária que busca a extinção da dívida do Estado com a União. E, no dia a dia, temos tido a agilidade para destravar burocracias e ajudar na reconstrução de setores importantíssimos para o interior do nosso Estado, como os da agricultura, saúde, educação, infraestrutura, transportes, habitação, entre outros, buscando atender as demandas específicas e gestionar junto aos órgãos competentes as melhores soluções.
Apesar de todos estes esforços já feitos, o Legislativo não descansará enquanto todos os municípios gaúchos afetados pelas cheias não forem devidamente ressarcidos pelo governo federal em compensação pelas perdas gigantescas de arrecadação nos cofres municipais. Foi com este intuito, inclusive, que recentemente chamamos à Assembleia o ministro Paulo Pimenta e também uma comitiva de deputados se uniu à marcha dos prefeitos em Brasília. Porque socorrer os municípios não é benevolência nenhuma, é obrigação. Nossa gloriosa história nos ensina que o verdadeiro gaúcho jamais afrouxa o garrão. Por isso, neste momento de pós-enchentes, mais do que nunca, precisamos estar unidos e absolutamente focados em obter o que é de direito nosso. Afinal, os municípios não podem mais esperar.