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Pão dos Pobres ou Pão dos Ricos?

Por Albano Thiele, diretor da Fundação o Pão dos Pobres

Quando se fala em riqueza, o que vem à mente é o acúmulo material, mas a Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antônio, que atua há 129 anos em Porto Alegre, nos ensina que a verdadeira fortuna vai muito além. Riqueza é construir caminhos, transformar vidas e oferecer oportunidades reais a quem mais precisa. Por isso, fica o convite aqui para pensarmos juntos. Entregamos “pão aos pobres” ou enriquecemos a sociedade?

São riquezas compartilhadas há décadas, por uma instituição que se tornou um verdadeiro tesouro social, que impacta centenas de crianças e jovens. Uma instituição que entrega muito mais do que o “pão”. Oferece oportunidades, constrói futuros e proporciona riquezas que não se podem comprar.

Elas estão presentes em cada gesto e atividade deste local que trabalha de forma integrada e profissional para jovens em situação de vulnerabilidade social. São 1,8 mil crianças e adolescentes atendidos em uma estrutura que serve, a cada mês, mais de 40 mil refeições, garantindo que recebam uma nutrição digna e fundamental para o seu desenvolvimento.

Entre os programas que transformam essa missão em realidade, destaca-se o trabalho desenvolvido com jovens aprendizes, capacitando e inserindo-os no mundo do trabalho. Em parceria com o setor público e empresas privadas, eles saem do Pão dos Pobres com as bases para enfrentar o mercado de trabalho com comprometimento e ética.

Outro pilar dessa riqueza é a equipe altamente qualificada que dedica sua experiência, talento e afeto a cada criança e adolescente. Pedagogos, psicólogos, educadores, assistentes sociais e outros profissionais somam habilidades para oferecer um atendimento especializado e personalizado. Eles guiam, ensinam e acolhem, provando que riqueza também é conteúdo, cuidado, compromisso e compaixão.

A comunidade é parte fundamental dessa riqueza que sustenta O Pão dos Pobres. Doações e parcerias, pequenas e grandes, representam o apoio coletivo, trazendo esperança e dignidade. E tudo isso acontece em um prédio histórico, cuja história completa 130 anos em 2025, com muitos capítulos de resiliência e superação.

Por meio do Funcriança, pessoas físicas e jurídicas podem destinar parte do IR à manutenção das atividades. Até o dia 27 de dezembro de 2024, contribuintes podem direcionar até 6% do imposto devido, no caso de pessoas físicas. E jurídicas podem destinar até 1%. Os recursos captados são fundamentais à continuidade desse trabalho e contamos com o apoio de todos(as).