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Pare!

Por Antônio Carlos Côrtes, advogado, escritor e psicanalista

A morte de qualquer pessoa me perturba, pois somos todos da mesma tribo dos ditos humanos.

Como Cidadão Emérito de Porto Alegre, não posso ser omisso a tantas mortes no trânsito. Explico:

Pode ser complicado, mas não é. A palavra trazida à colação vem do latim cum plica. Traduzindo quer dizer pregas cujo bojo tem dobras que conduzem a simplificação, voltando ao latim sim plicas. É o que vou tentar explicar ao leitor e às autoridades do trânsito.

Já escrevi sobre o tema aqui neste espaço e em meus livros, mas o volto ao assunto, pois o público leitor sempre se renova .

Trago do meu jeito, quase em forma de oração, mensagem aos motoristas e, especialmente, alguns condutores de motos.

Ao ponto nuclear da questão: anuários estatísticos dirigem suas flechas de mortalidade para o elevado número de mortes no trânsito. Leia-se “carros x motos”. Nos últimos anos, em face do elevado preço da gasolina, somado aos modais deficientes colocados à disposição da população, cresce o número de motos nas ruas, quer de particulares, quer de profissionais entregadores.

Juro que gostaria de escrever sobre decréscimo de acidentes com mortes e mutilações no trânsito. Mas notícias de rádios, jornais e tevês, lamentavelmente, não permitem. Não podemos brigar com fatos.

Ao contrário, mais de 80% dos acidentes noticiados com mortes ou mutilações no trânsito envolvem motos, seus condutores e caronas.

Como diria Adoniram Barbosa em canção:

“Teu olhar mata mais do que bala de carabina

Que veneno estriquinina.

Que peixeira de baiano

Teu olhar mata mais que atropelamento de automóver

Mata mais que bala de revolver.”

Aduzo: guerras burras no mundo não podem ser esquecidas.

Assim, concluindo, sugiro que Dentran e EPTC coloquem em pontos estratégicos da cidade sucatas de automóveis e motos destruídas em acidentes.

Os argumentos convencem, mas os exemplos arrastam.

PARE!!!!!!!!!!!!! Chega de tantas mortes e mutilações no trânsito. A consciência de uma doença nos leva à cura.