Há pouco mais de um ano, pecuaristas dos Campos de Cima da Serra se uniram para qualificar ainda mais a carne lá produzida, obter maior valorização do produto e rentabilidade aos criadores e colaborar para o desenvolvimento da região. Em torno desses objetivos, surgiu a Associação Excelência em Pecuária Campos de Cima da Serra. Juntos, os atuais associados somam 9 mil cabeças de gado exclusivamente de raças britânicas, criados em 11 mil hectares.
Para obter maior diferenciação, alcançar mercados de alta exigência e ajudar no reconhecimento da pecuária como atividade estratégica de desenvolvimento econômico, a Associação Excelência em Pecuária e os criadores estão fazendo o tema de casa: a entidade criou um manual de boas práticas, seguido pelos associados. Entre as orientações, estão a criação exclusiva de raças britânicas, o zelo pelo bem-estar animal e a adequada integração ao meio ambiente.
Por meio de uma parceria com o Sebrae, a entidade tem buscado interlocução com a Fepam para levar demandas dos produtores ao órgão ambiental e se aproximado de outros players para entender como aprimorar seu produto e conquistar novos mercados. No final de maio, um grupo visitou um dos frigoríficos mais importantes do Estado, em São Lourenço do Sul, para conhecer seus processos e critérios para comercialização da carne.
Abrangendo 11 municípios, a Associação Excelência em Pecuária quer ajudar o produtor e alavancar o desenvolvimento não só da região, mas do Estado como um todo. Estudo recente da Fundação Getúlio Vargas mostrou que o menor crescimento do Rio Grande em relação a Santa Catarina é a dependência da produção agrícola, muito maior e mais impactada por fatores climáticos que a pecuária.
Os criadores dos Campos de Cima da Serra estão trabalhando para tornar a região referência e, em parceria com governos e outras instituições, para fazer com que a pecuária, pela estabilidade econômica que a caracteriza, seja um protagonista do crescimento regional e gaúcho.