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Pelos Caminhos do Empreendedorismo

Por Abdon Barretto Filho*

        Atualmente, não existem empregos para todos. Gerar empregos, rendas e melhorar a qualidade de vida dos terráqueos,  são alguns dos desafios macro econômicos que  estão vinculados às Políticas Públicas e às novas realidades impostas pelas variáveis incontroláveis. Os países buscam adaptações e participações na globalização da Economia; nas utilizações dos   avanços tecnológicos, com desregulamentações de mercados e a sustentabilidade do Planeta. Surgem ameaças e oportunidades que influenciam as gerações de empregos em todo o mundo tendo como resultados desempregos em massa e reduzidas opções para os mais jovens e os mais experientes.

Para aqueles que são concursados e trabalham no setor público talvez não tenham maiores problemas. Entretanto, para maioria daqueles que dependem diretamente do setor privado, a busca de alternativas é o grande desafio para sobreviver.  Logo, salvo melhor juízo, o empreendedorismo pode ser a melhor alternativa, para adaptar, desenvolver, criar e inovar uma série de bens e/ou serviços para novas demandas. Pode-se destacar os dois tipos de empreendedorismo: por necessidade e por oportunidade.

O empreendedor por necessidade é aquele que decide investir tempo e dinheiro em negócios próprios porque a situação em que se encontra acabou levando a isso. Geralmente, o empreendedor por necessidade é aquela pessoa que estava desempregada há um tempo e não consegue emprego para exercer os seus conhecimentos. O empreendedor por oportunidade identifica uma chance de negócio ou um nicho de mercado e decide aplicar seu tempo e dinheiro, mesmo possuindo alternativas de emprego e renda, como executivo ou gestor de empresa ou entidade.

O mundo precisa e valoriza os empreendedores e foi tema do Relatório de Competitividade Global, publicação do Fórum Econômico Mundial. Convém destacar que os pequenos negócios são as primeiras ações no mercado para enfrentar novos desafios, incluindo as participações de familiares nos passos iniciais. Com aceitação do mercado ou não, as inciativas podem continuar ou não. É óbvio que a Demanda que vai determinar o sucesso e o fracasso do empreendimento, assim como, a Gestão com foco, singularidade e mensagem consistente para captar e manter clientes.

Nos meus trabalhos de consultoria empresarial aplicando pesquisas e conhecimentos em Economia, Comunicação Social, Marketing, Gestão, entre outras ciências humanas e sociais, observo a importância de relacionamentos pessoais e profissionais para alcançar êxitos em diversas atividades econômicas como o fenômeno do Turismo, Eventos, Hotelaria e a Hospitalidade, entre outros. É óbvio que o conhecimento pode ajudar e muito nas formulações de alternativas, principalmente das aplicações das Teorias Acadêmicas com as Gestões Profissionais. Às vezes, inexperientes e neófitos aconselham e cobram serviços de empreendedores e não apresentam bons resultados. 

Infelizmente, os empreendedores não conseguem atingir seus objetivos por falta de uma leitura correta de mais uma variável incontrolável: o mercado em que atuam. São casos de miopia mercadológica combinada com ignorância pluralista. Precisam de parcerias. Será? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.

*Economista e Mestre em Comunicação Social