A Polícia existe para assegurar o funcionamento da sociedade, fazer cumprir as leis, evitar os conflitos e garantir a segurança das pessoas, tarefa ininterrupta, com necessidade de funcionamento durante 24 horas em todos os locais. A ação de fiscalizar a obediência à legislação e normas de convivência é desgastante, pois é comum a rejeição à fiscalização, porque a natureza do ser humano é tentar viver o mais livre possível.
Cada indivíduo está mais preocupado com seus interesses, esquecendo o coletivo, sendo que as normas são as que garantem os mesmos direitos e impõem deveres para todos, cabendo à Polícia garantir que as pessoas sejam tratadas igualmente. A abordagem policial é um momento tenso na relação entre os integrantes da polícia e os cidadãos, pois o cidadão não gosta de ser abordado, por entender que sua liberdade e o direito de ir e vir estão prejudicados, enquanto os policiais precisam fiscalizar pela violação das normas.
Os policiais, se não fizerem cumprir as leis, estão sujeitos às penalizações previstas na legislação, as quais são mais rígidas do que para a maioria da população, portanto os integrantes das forças policiais são pressionados para não descumprir as normas institucionais e ter uma conduta profissional impecável. Toda essa pressão aos integrantes da Polícia pode resultar, caso não haja um preparo adequado, em problemas psicológicos, havendo depressão e ansiedade. Atualmente, no Brasil, a Polícia tem o maior índice de suicídios de todas as profissões.
A cobrança é extrema para os servidores da segurança pública, porque parte da sociedade não aceita a intervenção policial na sua rotina, aliando-se a isso a cobrança institucional para atuação sem falhas e dedicação integral ao serviço. Em resumo, o policial precisa ser uma pessoa equilibrada e não se deixar influir por todos os problemas que resolve a cada dia, nem pelas circunstâncias inerentes à sua vida particular.