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Política com diálogo dá resultado

Por LUIZ ZAFFALON, prefeito de Gravataí

Quem mora em Gravataí já percebeu que algumas das obras mais importantes desta gestão vieram com a participação de governos que estão em campos opostos da política nacional. As intervenções na ERS-118 foram feitas em parceria com o Piratini. As novas Unidades Básicas de Saúde, com recursos do governo federal.

As escolas de turno integral em construção, uma em parceria com cada um dos dois. Há quem ache que dialogar com quem pensa diferente é trair o próprio campo. Eu acho o contrário. Quem se recusa a sentar à mesa com o outro lado acaba entregando menos para a sua cidade do que poderia. Na ERS-118, duas intervenções mudaram a rotina da cidade. O novo complexo viário da avenida Centenário resolveu um gargalo que durava décadas. Era ali que motoristas perdiam horas em filas paradas e se arriscavam na roleta-russa de tentar sair de Gravataí em direção ao Distrito Industrial e à Freeway. Quem mora aqui sabe do que estou falando. A outra obra foi devolver a Avenida Brasil ao sistema viário da cidade.

Por anos, a avenida estava cortada pela ERS-118. Agora, uma elevada e uma trincheira recompõem essa ligação. Na saúde, estamos construindo novas sedes para as Unidades Básicas Bonsucesso e São Judas Tadeu. As duas existem há anos, mas em estrutura aquém do que a cidade precisa. Os prédios novos serão maiores, com acessibilidade plena e instalações adequadas ao atendimento que uma UBS precisa oferecer. Equipamento de saúde em condição decente significa menos pressão sobre o Hospital Dom João Becker e as UPAs do município e menos pacientes daqui sendo encaminhados para atendimento em Porto Alegre. Gravataí também receberá um Centro de Atenção Psicossocial III, o Caps III.

A saúde mental virou uma pauta inadiável nos últimos anos e o serviço público precisa enfrentá-la com equipamento à altura. Na educação, duas escolas de turno integral estão prestes a ficar prontas, a Santa Madalena e a Breno Garcia, uma em parceria com o governo federal e a outra com o governo do Estado. Para muitas famílias daqui, isso é a diferença entre conseguir ou não conseguir trabalhar. E, para a criança, é o dia inteiro dentro da escola, com aprendizado e alimentação garantidos. Turno integral é a forma mais eficaz que o serviço público tem de criar oportunidade para quem nasceu sem ela. Nenhuma dessas obras teria saído do papel se a discussão tivesse parado na pauta da ideologia. Quem governa o município conhece a régua e ela é objetiva.

O que o morador cobra é o serviço funcionando. Não há partido capaz de explicar uma UBS fechada, uma escola atrasada ou uma rodovia engarrafada. E o dinheiro que paga cada uma dessas entregas vem do bolso do contribuinte de Gravataí. Devolver isso em forma de serviço de qualidade é a obrigação básica de quem governa.