A Coreia do Sul conseguiu mudar de patamar porque priorizou a educação. Durante 40 anos aplicou 10% do PIB, todas as escolas de turno integral, professores valorizados, numa sociedade que entendeu a importância da educação. Singapura tem obtido o primeiro lugar do mundo no Pisa e tornou-se um país incrível. Esse caminho começou a ser trilhado em 1979, quando implantou um plano nacional voltado à educação. Vários outros exemplos estão disponíveis pelo mundo, atestando que a priorização da educação permite avanços sociais, econômicos, tecnológicos e culturais.
O Brasil possui ilhas de desenvolvimento. Em determinados momentos, algum estado, município ou rede privada obtém bons resultados educacionais, mas em nível nacional nosso desempenho é pífio. Neste momento em que o Rio Grande do Sul supera a maior enchente de sua história, a educação deve ter toda a atenção que merece. A Coreia do Sul manteve a priorização da educação, mesmo enfrentando três anos de guerra. Outros países, como Alemanha e Japão, alavancaram seu desenvolvimento depois de guerras e catástrofes, sempre tendo a boa educação como norte.
Se no Brasil ainda vai demorar para que a educação esteja efetivamente no centro da estratégia, vamos nos empenhar para que o Estado e seus municípios compreendam definitivamente que não teremos futuro sem que as escolas sejam recuperadas, nossos professores valorizados e que a sociedade abrace a educação em todos os seus níveis. O aeroporto precisa funcionar, as estradas são fundamentais, as empresas necessitam de apoio. Entretanto, a educação é que vai garantir o nosso futuro. A educação básica deve ter maior atenção, mas o ensino superior também carece de apoio, de modo a permitir que os alunos permaneçam e concluam seus estudos. As crises podem apresentar oportunidades. Aquela que temos neste momento é de priorizar a educação e mudar nosso destino.