Em março, mês de celebração às mulheres, é necessário reforçar a importância de continuarmos avançando para um mercado de trabalho mais justo e equilibrado, para que a mulher consiga ocupar cada vez mais cargos de liderança em todos os setores. No varejo, a liderança feminina mostra cada vez mais a sua importância para impulsionar resultados e fortalecer as relações.
Uma das características mais marcantes da liderança da mulher é a capacidade de escuta ativa e empatia, características fundamentais para ajudar no relacionamento com o cliente e com a equipe, determinantes para o sucesso no ramo varejista. Devido à trajetória feminina ser marcada por superações, as vivências contribuem para um olhar mais aguçado com relação aos impactos sociais, culturais e humanos das decisões, fortalecendo os laços com clientes e colaboradores.
A mulher empresária é, acima de tudo, uma pessoa multifacetada, que precisa ocupar diferentes papéis na rotina e, com isso, acaba abrindo mão de muitas coisas. Aquelas que optam por fazer tudo junto, conciliando o trabalho com a vida de mãe, esposa ou avó, por exemplo, precisam deixar a vaidade de lado — característica importante para muitas mulheres — e se dedicam a uma luta infindável contra o tempo, em que se trabalha demais e se cuida de todos que estão ao seu redor. Menos de si mesma.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro é de 53,3%; já para os homens a taxa de participação chega a 73,2%. A diferença de quase 20 pontos percentuais é um reflexo da sociedade, em que ainda é atribuída ao gênero feminino a maior parte das responsabilidades domésticas.
Apesar das dificuldades estruturais, as mulheres já representam 54% dos profissionais no varejo brasileiro, de acordo com a 23ª edição do Club Survey Varejo, divulgado pela Korn Ferry. Porém, mesmo com uma taxa maior de participação em cargos menores, em funções de liderança as mulheres ocupam 37% em nível sênior e médio no Brasil, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Em um cenário no qual vemos crescimento da participação feminina no mercado de trabalho, ainda enxergamos a necessidade de maior presença das mulheres em cargos de liderança nas empresas. Março é o mês para reconhecermos os avanços que existiram nos últimos anos, mas, além disso, é o momento para reafirmarmos os compromissos e ampliarmos a presença feminina em cargos maiores nas empresas para impulsionar a inovação.