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Saúde do brigadiano

Por Paulo Franquilin, oficial RR da BM e jornalista

Até o início dos anos 1990, a Brigada Militar era organizada nos moldes do Exército Brasileiro, com quartéis estruturados para dar assistência plena aos brigadianos, pois o efetivo não tinha tantos órgãos externos que pudessem prestar serviços. A alimentação era centralizada, elaborada pelos próprios servidores em cozinhas industriais, fornecendo café da manhã, almoço, jantar e um lanche noturno, ou seja, com funcionamento 24 horas.

Este sistema permitia que os brigadianos tivessem horários corretos para se alimentarem, o que hoje não acontece, pois cada um decide como e quando fazer suas refeições. Outra parte importante era o setor de saúde, o qual contava com enfermeiros, médicos e dentistas, que atendiam, muitas vezes, dentro dos quartéis em espaços organizados para esta finalidade.

O Departamento de Saúde contava com hospitais militares, que atendiam os brigadianos e seus familiares, o que se modificou, pois atualmente estes locais atendem outros servidores estaduais. O Instituto de Previdência do Estado (IPE) possuía uma gama maior de convênios com hospitais e médicos, atendendo a todos servidores estaduais e familiares, inclusive os integrantes da Brigada Militar, porém atualmente há defasagem no atendimento. Dentro da Brigada Militar, surgiu a Instituição Beneficente Coronel Massot (IBCM), que permitia um apoio à saúde dos brigadianos de forma mais direta, com inúmeros convênios e serviços de saúde complementares aos oferecidos pelo IPE.

Para ter acesso ao IPE e à IBCM, há necessidade de pagamento de mensalidades, porém, com a crise econômica e retirada de muitas vantagens dos brigadianos, muitos resolveram sair do IPE Saúde e da IBCM. Infelizmente, a saúde não é algo que se possa deixar sem atendimento e, assim, muitos que fizeram essa escolha buscaram outras opções, porém sem a mesma estrutura oferecida pela Brigada Militar, IPE e IBCM.