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Securitização: o caminho para recuperar o agro gaúcho

Por Marcus Vinícius de Almeida, deputado estadual

O setor agropecuário é a base da produção e do desenvolvimento do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul. Os produtores rurais asseguram o fornecimento de alimentos, movimentam a economia, geram empregos e impulsionam as exportações. No entanto, eventos climáticos extremos, como estiagens e enchentes, colocam o segmento em uma encruzilhada: a redução da capacidade de pagamento de insumos ameaça a continuidade das atividades no campo.

A alternativa viável para aliviar essa pressão é a securitização das dívidas rurais. O PL 320/2025, do senador Luis Carlos Heinze, propõe transformar passivos em títulos negociáveis, garantindo mais liquidez e menos cobranças imediatas. Isso implica prazos mais flexíveis, juros reduzidos e maior segurança para os produtores. O Tesouro Nacional poderá emitir até R$ 60 bilhões para assegurar as operações ou cobrir a equalização dos juros.

No Rio Grande do Sul, a crise hídrica já gerou prejuízos bilionários, afetando lavouras e rebanhos. Famílias que dependem da agricultura estão no limite, acumulando dívidas impagáveis. Não se trata apenas de uma questão financeira, mas de justiça com aqueles que sustentam a economia do Estado e do país.

Infelizmente, o governo federal tem tratado o setor rural gaúcho com negligência. Durante as enchentes, a ajuda ficou restrita a discursos vazios, sem ações concretas. O agronegócio, que tanto contribui para o progresso nacional, tem sido alvo de desprezo, recebendo pouco ou nenhum apoio. Enquanto outros países reconhecem a importância de seus produtores, aqui o campo precisa lutar sozinho para sobreviver às intempéries climáticas e à inação do governo Lula.

A securitização é a chave para garantir fôlego financeiro, segurança jurídica e a continuidade do crédito rural. O setor precisa de um programa robusto para viabilizar sua recuperação e expansão. Cabe ao Congresso Nacional dar uma resposta imediata, já que o governo federal ignora a relevância do agronegócio. Sem uma agropecuária forte, o Brasil e o Estado perdem sua capacidade de avançar.