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Sem celular na escola

Por Paulo Franquilin, jornalista e escritor

O ano letivo de 2025 teve como novidade a proibição legal do uso de celular, por parte dos alunos nas escolas, com o objetivo de melhorar o processo ensino-aprendizagem, retirando um objeto de distração da sala de aula.

No passado, o aluno tinha uma relação direta com o professor, sem uso de aparelhos, com um processo de transferência de conhecimento de forma moderada, no ritmo do professor, ao aluno que era passivo no ensino.

O mesmo acontecia nos lares, com os pais transferindo valores e costumes, de forma direta, sem intermediários, levando os filhos a entenderem o que deveriam fazer dentro da sociedade e obedecer às regras sociais.

Com a evolução, veio a mudança da relação dentro das casas e das escolas, pois com a criação de instrumentos tecnológicos, a informação foi ampliada, sendo possível a qualquer um, com um aparelho, acessar o que lhe interessa.

Os pais e professores passaram para um papel secundário, porque não conseguem atrair a atenção no mesmo nível dos celulares, os quais são usados em larga escala, muitas vezes sem controle das famílias.

A pandemia foi um marco no uso dos aparelhos eletrônicos na educação, pois as aulas virtuais foram implementadas, permitindo aos alunos e professores ficarem em suas casas e trocarem as informações referentes a cada parte do ensino.

Após o término da pandemia, a população ficou mais ligada ao celular, incluindo os alunos que permaneceram usando os aparelhos nas escolas, muitas vezes para uso das redes durante as aulas.

Os problemas pedagógicos cresceram e os professores notaram que celulares eram parte disso. Assim, a proibição do uso nas escolas, de forma impositiva, virá a favorecer o trabalho dos professores.

Esta mudança de hábito também favorecerá os pais no seu processo de educação dos filhos, pois, ao diminuir o uso de celulares, talvez haja o aumento do interesse na relação pessoal e no mundo real.