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Sustentabilidade como legado para Porto Alegre

Por André Coronel, secretário-geral de Governo e presidente do Comitê Gestor do PLS

Pensar no futuro começa pelas escolhas que fazemos hoje. Separar o lixo em casa, ensinar às crianças o valor da preservação ou adotar hábitos de consumo consciente são gestos que, somados, podem transformar a vida coletiva. É disso que trata a sustentabilidade: do compromisso diário que molda o destino das próximas gerações.

O Dia Nacional da Sustentabilidade, celebrado em 25 de setembro, é também momento de refletirmos que não há espaço para discursos vazios. Os desafios climáticos exigem respostas imediatas para que as cidades estejam mais preparadas, seguras e resilientes. Em Porto Alegre, a gestão municipal busca transformar essa consciência em prática por meio de iniciativas concretas, como o Plano de Logística Sustentável (PLS).

Implantado em 2023, o plano consolidou o compromisso da prefeitura com a eficiência no uso dos recursos públicos e a redução de impactos ambientais. Mais que uma diretriz administrativa, representa uma mudança cultural na gestão: mais de 600 servidores já foram capacitados para incorporar a sustentabilidade como rotina de trabalho.

Esse movimento se soma a iniciativas visíveis da gestão que se refletem no dia a dia da cidade, como a aquisição de 12 ônibus elétricos para o transporte coletivo, o terraço sustentável no Centro Administrativo Municipal, a entrega de kits de coleta seletiva em escolas, a instalação de ecopontos para resíduos eletrônicos e campanhas permanentes de prevenção à dengue e de zeladoria urbana. Medidas que reduzem custos, qualificam serviços e melhoram a vida da população.

Outro instrumento fundamental é o Plano de Ação Climática (Plac). Elaborado em cooperação com o Banco Mundial e ratificado durante a COP27, define medidas prioritárias para redução de emissões de gases de efeito estufa, mitigação e adaptação social, econômica, ambiental e territorial, estabelecendo mecanismos para que Porto Alegre alcance a meta de zerar emissões até 2050.

Na mesma direção, o novo Plano Diretor, que será debatido ainda neste ano na Câmara Municipal, foi estruturado pela prefeitura para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, qualificar espaços públicos, ampliar o uso do Guaíba, reduzir deslocamentos, tornar a moradia mais acessível e fortalecer o planejamento urbano com base em dados e na economia local.

Sustentabilidade não é um projeto de governo, mas um pacto coletivo. Cada cidadão, instituição e empresa têm papel decisivo nesse caminho. O futuro de Porto Alegre depende das escolhas do presente – e a responsabilidade de agir é de todos nós, agora.