Durante os 31 dias do mês de maio, intensificamos os holofotes na conscientização de uma condição que, quanto mais cedo for diagnosticada, maiores são as chances de cura: o câncer cerebral. Trata-se de uma doença que pode ter sintomas reconhecidos precocemente, tornando mais ágil a procura por acompanhamento médico e tratamentos.
A velocidade do diagnóstico é fundamental, já que o grau de malignidade dos tumores pode variar. O cérebro, órgão mais importante do corpo humano, é composto por diversos tecidos. São células que podem sofrer modificações e gerar tumores, ou ainda ser ponto de um câncer metastático iniciado em outra parte do corpo.
Para estar um passo à frente, é importante estar atento a sintomas como dores de cabeça que mudam de característica, convulsões em pessoas que não apresentam quadros de epilepsia, distúrbios de fala, perda de equilíbrio e perda de força em um lado do corpo. Não se trata de manifestações específicas do câncer cerebral, mas sim de sinais que apontam para a necessidade de investigação médica, geralmente conduzida por meio de tomografia computadorizada ou ressonância magnética do crânio, que podem fornecer informações sobre o tipo de tumor, grau de malignidade e localização precisa.
Os recursos de tratamento estão em constante evolução e, quando se utilizam as técnicas mais recentes e os melhores equipamentos, presentes em serviços de referência para alta complexidade, é possível alcançar excelentes resultados, com o retorno do paciente à sua rotina normal. O tratamento é escolhido com base nos achados dos exames de imagem, podendo ser unicamente cirúrgico (na maioria dos tumores benignos) ou complementado com rádio e/ou quimioterapia.
A estimativa mais recente do Instituto Nacional do Câncer é de que 11 mil novos casos sejam diagnosticados a cada ano. Por isso, não perca tempo em decidir procurar uma avaliação médica. E não se desespere, boa parte dos tumores tem natureza benigna e pode ser curada. Lembre-se que a Medicina evolui muito rápido e quando você estiver lendo este texto, já pode existir um novo recurso disponível para salvar vidas.