Entre tantos equívocos da Gestão Pública do fenômeno turístico, destacam-se a falta de continuidade das ações dos governos anteriores. Os maiores problemas são identificados quando o Turismo não está contemplado em cada um dos quatros itens de Planejamento e Gestão da Cidade, a saber: 1º. No Plano Diretor quando se determina a situação da cidade atual e qual a proposta para os próximos dez anos; 2º. No PPA – Plano Plurianual com aplicações de recursos públicos para receber visitantes e melhorar a qualidade de vida dos habitantes, nos quatro anos do mandato, com investimentos na Infraestrutura, qualificação, promoção do destino turístico, apoio à comercialização, acompanhamento dos resultados;3º.
Na LOA - Lei Orçamentária Anual, baseando-se no que foi estabelecido pelo Plano Plurianual, utilizada pelos municípios com objetivo de gerenciar as receitas e despesas públicas em cada exercício financeiro.4º.Na LDO-Lei de Diretrizes Orçamentárias que é elaborada anualmente e tem como objetivo apontar as prioridades do governo para o próximo ano. Se o Município não inclui investimentos no Turismo, o setor fica sem recursos para apresentar resultados positivos. Fica apenas no discurso fácil da política que perde sua credibilidade, principalmente com os profissionais, empreendedores e empresários do setor.
Convém salientar que o novo governante eleito cumpre, no primeiro ano do seu mandato, o término do PPA do governo anterior. Entretanto, na sua gestão deve demonstrar suas prioridades no orçamento para investimentos na infraestrutura turística (sinalização, equipamentos e serviços) para receber visitantes que, naturalmente fica à disposição da comunidade quando o visitante retorna à sua residência permanente. No Brasil, observa-se que milhões são investidos em Políticas Públicas, Planos, Programas, Projetos e poucas cidades conseguem bons resultados porque faltam Gestores profissionais e continuidade das ações dos governos anteriores.
Existem exemplos de obras inacabadas dos pórticos, centros de eventos, postos de informações turísticas, entre outros. A promoção do destino turístico torna-se ínfima com ausências nos eventos promocionais junto aos parceiros e aos mercados emissores. As ferramentas para avaliarem resultados sociais e econômicos são eliminadas, principalmente pesquisas de fluxos e demandas realizadas pelos Observatórios. No caso das Governanças da Regiões Turísticas, os recursos não existem. Na realidade, as mudanças servem apenas para confirmarem as propostas, geralmente implantadas pelos neófitos que insistem em negar os bons resultados.
O Turismo precisa de visitantes: turistas de lazer, participantes de eventos e investidores. É simples, assim Pode ser pela ingenuidade ou miopia mercadológica ou ignorância pluralista imaginar que o visitante vá ou venha visitar um destino turístico sem o apoio da Comunicação Integrada: jornalismo especializado; relações públicas; publicidade; propaganda; participações em eventos promocionais para o agente de viagem e/ou segmento e/ou público em geral. Além de acompanhar os avanços tecnológicos e inovar para atrair visitantes. Será? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.
*Economista e Mestre em Comunicação Social