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Uma troca coletiva que gera senso de coletividade

Por Daniel Fleischer, gerente de Relações Institucionais da Braskem no RS

A exemplo de diversos outros conteúdos tratados em sala de aula, a educação ambiental é um tema que revela seu real propósito quando aplicado fora dela. E, ao fomentar, através de ações práticas, o senso de coletividade e colocar as novas gerações na condição de protagonistas da transformação do contexto em que se desenvolvem, ela deixa de ser conceito teórico para se tornar realidade na busca de um futuro mais sustentável.

No Rio Grande do Sul, bons exemplos têm reforçado essa ideia. Um dos principais projetos desenvolvidos pela Braskem, o Plastitroque, já impactou mais de três mil estudantes desde 2021. De Rio Grande, na zona sul do Estado, a Nova Santa Rita, passando por Triunfo, Montenegro e Porto Alegre, alunos de instituições de ensino que colocaram a economia circular em suas agendas de aprendizagem mobilizaram os amigos, as famílias e as comunidades locais. Ao trocar resíduos plásticos por itens de material escolar e mantimentos, eles deram, e são, exemplo de visão de futuro e de respeito ao ecossistema que ajudam a construir ao mesmo tempo em que se desenvolvem.

Mais de 17 toneladas de resíduos foram destinados a cooperativas de reciclagem e unidades de triagem parceiras da iniciativa. Trata-se de parceiros fundamentais que dão ainda mais sentido ao projeto, evidenciando o valor da reciclagem e da circularidade às comunidades, gerando benefícios ambientais e sociais ao aumentar volume de materiais coletados destinados a novos ciclos na indústria e contribuir para melhoria da renda dos recicladores.

O real impacto deste tipo de ação, contudo, é imensurável, uma vez que projetos desta natureza não se esgotam durante o período em que são executados. A partir deles, a pauta ambiental passa a fazer parte dos lares, das rodas de amigos e das rotinas que nos unem como comunidades. Essas ações são pontos de partida, e não de chegada.

Como em qualquer outra área de aprendizado, a educação, neste caso, a ambiental, quando gera valor ao indivíduo e à coletividade, é algo que pode e deve ficar para toda a vida, na sala de aula, em casa ou no trabalho.

No centro da estratégia de um número cada vez maior de empresas no mundo, a sustentabilidade é um conceito que só faz sentido quando pensado de forma coletiva. No caso da indústria, é também um compromisso. E, mesmo em tempos de globalização, não é preciso ir muito longe para se reforçar essa premissa. Pelo contrário. Bons exemplos estão cada vez mais perto de nós.