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Velho problema a céu aberto

Por Carlos Alberto Hundertmarker Diretor-geral do DMLU

O editorial “Velho problema a céu aberto” (5/2), nos convida a refletir sobre os desafios da limpeza urbana em Porto Alegre desde o século XIX. A análise acerta ao apontar que a solução do problema depende, além das responsabilidades do poder público, do compromisso da população com o descarte correto.

Diariamente, as equipes atuam na coleta dos resíduos e em atividades como varrição, capina e remoção de focos de lixo. O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) oferece várias opções para facilitar a destinação dos materiais não recolhidos pelas coletas regulares, como Ecopontos, coletas especiais ou o projeto Bota-fora, para comunidades vulneráveis. Apesar de todo o empenho, o problema persiste e exige a colaboração de todos.

O cidadão é essencial nesse processo, pois a disposição irregular impacta na saúde pública. O poder público gasta cerca de R$ 1,8 milhão por mês para remover focos de lixo. Ações como os plantios urbanos sustentáveis, que revitalizam pontos críticos, mostram que o trabalho tem resultado quando feito em conjunto com os moradores. A mudança efetiva só ocorre quando há a participação ativa da comunidade.

Por isso, o combate às irregularidades tem sido uma das prioridades desta gestão. Em 2024 foram processadas multas no valor de R$ 1.343.219,11 aos infratores do Código Municipal de Limpeza Urbana. As iniciativas buscam não apenas punir, mas orientar quanto ao destino que deve ser dado ao resíduo que cada um gerou. A responsabilidade é compartilhada. Assim, trabalhamos pela via fiscalizatória e com educação ambiental, para sensibilizar a mudança de comportamento.

O departamento avança constantemente. Porto Alegre foi pioneira no encerramento dos antigos lixões e na implantação da coleta seletiva. Além disso, o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos foi revisado e é uma ferramenta viva para a implantação das políticas públicas de gestão integrada de resíduos sólidos. Em dezembro deste ano o DMLU completará 50 anos, sempre em busca de melhorias para uma cidade mais limpa. No entanto, a manutenção dos espaços públicos depende do respeito de cada cidadão pelo coletivo e seu compromisso com as gerações futuras.