Do Leitor

A cultura gaúcha, disparidades, Memorial do Judiciário e amizade.

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A cultura gaúcha

Cultura é o reflexo de uma sociedade, são atividades, padrões sociais que se erguem e sedimentam de forma sólida, mas não propriamente perpétua. E a cultura gaúcha, particularmente, traz, entre a primitividade e a miscigenação, um ar de longevidade, peleando contra a modernidade, se adaptando, se transformando, mas sem perder a sua primitiva essência. São legados diversos que formam a bruaca cultural construída a passos de mula e aguilhada de tropeiros, desde o cultivo e consumo da erva-mate, feijão, batata-doce que herdamos dos primitivos, aos rituais de unirmos em festa pela colheita, homenagear os mortos, contar lendas e cultivar a terra. Ainda hoje nos sentamos em roda para um bom mate, uma boa prosa, nos reunimos em rodeios e festivais para cantar e contar o que a cultura nos legou, um sentimento pátrio duplo de quem ama a sua terra e o seu país.
Mario Terres, Guaíba, via e-mail

Disparidades

Classes com privilégios, com aposentadoria integral, com salários astronômicos em relação aos assalariados, desvio de verbas da saúde e da educação, segurança pública e infraestrutura em geral, falcatruas em grandes projetos. Esta atitude se prolifera perante a população nos gastos extravagantes dos gestores, tanto federais como estaduais e municipais, em detrimento da população, gastando bilhões de reais com isso. Que pais é este? Nós poderíamos ser segunda, terceira maior economia do mundo, mas hoje em dia o fracasso continua com os desleixo federal. Por isso, as consequências, com gentes pobres e famintas e a miséria à vista do povo.
Olavo Augusto Moojen Filho, Lagoa Vermelha, via e-mail

Memorial do Judiciário

Meu filho participou de uma edição do júri simulado no Memorial do Judiciário e ficou muito entusiasmado com a possibilidade de fazer parte de um evento que retoma um episódio conturbado da história de uma Porto Alegre muito antiga, os chamados crimes da Rua do Arvoredo. Os supostos assassinatos praticados pelo casal José Ramos e Catarina Palse ainda são um mistério que fascina gerações de gaúchos, principalmente historiadores e escritores. Os alunos assumem papéis análogos aos dos julgamentos propriamente ditos, como juiz, promotor, advogados e corpo de jurados. O conflito humano envolvido naqueles fatos faz com que eles reflitam sobre a responsabilidade de decidir acerca da liberdade ou encarceramento de outrem. Isso contribui para sua formação de cidadão ao passo que as escolas participantes cumpram com suas atribuições de facilitar o aprendizado e o amadurecimento deles. Parabéns aos servidores que conduzem a atividade e a todos os envolvidos. O Poder Judiciário mostra seu compromisso com a sociedade ao abrir seus arquivos para debates e estudos.
Domingos Vieira Tellechea, Porto Alegre, via e-mail

Amizade

Corria o ano de 1926 e Manoelito de Ornellas ia frequentemente a Cruz Alta porque era um centro mais desenvolvido que Tupaciretã. Lá conheceu Erico Verissimo, jovem dono de uma farmácia, que escrevia secretamente. Com algumas afinidades, ambos boticários e amantes da literatura, começaram uma amizade que se estendeu por toda a vida. Este 2025 assinala os 120 anos do nascimento do autor de “O tempo e o vento”.
Maria Alice Braga, Porto Alegre, via e-mail.