A dengue se alastra
Provavelmente, devido à temperatura que facilita a disseminação do mosquito Aedes aegypti, a dengue precisa ser combatida. No Rio Grande do Sul, os municípios com mais confirmações da doença são Viamão (2.583 casos confirmados), Porto Alegre (2.067), Novo Hamburgo (1.057), Alvorada (616) e Cachoeira do Sul (237), os quais acumulam 6.580 casos, dois terços ou 66,6% dos casos do total de 9.870 no Estado, como informa a Secretaria Estadual de Saúde (CP, 25/4). Equipes de agentes de saúde, militares e prefeituras continuam mobilizadas, tanto no atendimento quanto na prevenção. No entanto, a população tem de estar atenta na prevenção. Moradores precisam descartar os recipientes que acumulam água, manter os pátios limpos e denunciar os focos. São atitudes de higiene e de limpeza que deveriam ser realizadas rotineiramente para evitar a proliferação do mosquito. Estejamos atentos.
Domenico W. Lancaster, Porto Alegre, via e-mail
Os sinais da natureza
A proliferação de doenças virais e infectocontagiosas pode estar ligada aos distúrbios do meio ambiente que nos causam problemas sérios e até mortes para aqueles que têm comorbidades, como os mais idosos e as crianças. São sinais que antecedem reações, como há um ano com a dengue no RS no final de abril de 2024 (CP, 26/4), o desabastecimento de vacinas da Covid (CP, 19/4) e as chuvas de grande intensidade histórica que se abateram no Estado na última semana de abril. A capa do Correio do Povo de 1° de maio de 2024 estampou a manchete “Novo pesadelo,” chamando a atenção para o que estava ocorrendo com a volta do drama das chuvas em volumes extremos. Sinais da falta de cuidado com a natureza e do que estava por vir com a terrível enchente com a manchete “Dilúvio” (CP, 3/5/2024). Que não aconteça novamente. Nunca mais.
Rubens G. de Souza, Porto Alegre, via e-mail