A elefanta Baby
O recente resgate da elefanta Baby, que passou os últimos 30 anos em um zoológico de Santa Catarina, explicitou um novo degrau na relação entre humanos e não humanos. Cada vez menos se tolera o uso de um animal como mero e efêmero entretenimento para algumas pessoas. Condenar ao isolamento uma espécie naturalmente integrante de uma complexa estrutura social, como são os elefantes, é algo absurdamente cruel. Muita gente sequer sabia da existência do local onde a Baby estava, após o falecimento do dono de um famoso parque catarinense. Foram muitas décadas como atração em espetáculos, como um bibelô, como uma vitrine, deseducando gerações sobre a maneira ética de lidar com as outras espécies que habitam este mesmo planeta. Agora, a Baby está em um santuário, usufruindo da vida ao ar livre e, aos poucos, reaprendendo o convívio social com seus pares. Lá, há outros elefantes que também vieram de situações de vida, no mínimo, injustas. Fica a lição sobre a importância da liberdade e sobre a eterna mania humana de submeter o outro a seus caprichos.
Márcio de Almeida Bueno, Porto Alegre, via e-mail
Porto Alegre
A capital dos gaúchos, hospitaleira e acolhedora, traz consigo características próprias e singulares. Tem, ao mesmo tempo, ares provincianos e traços de metrópole. As pessoas ainda tomam chimarrão nos parques e nas calçadas, dão bom-dia, fazem churrascos e combinam jantares, preservando a amizade. Ao mesmo tempo, é um polo pujante na economia do Estado e do Brasil, notadamente no setor de serviços, ocupando a 9ª posição no ranking nacional das maiores economias do país. E, no item pôr do sol, certamente é a primeira cidade do mundo.
Cristiano Campos Nunes, Porto Alegre, via e-mail