Do Leitor

A solução dos homicídios, agressão com livros e vigilância sanitária

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

A solução dos homicídios

Cada vez mais, o compartilhamento de informações e experiências sobre o trabalho investigativo é necessário para a solução e esclarecimento de homicídios, entre outros crimes que atentam contra a vida no país. A conclusão foi da 4ª Reunião Técnica Nacional de Unidades Especializadas na Investigação de Homicídios, que ocorreu na Associação dos Delegados de Polícia do RS (Asdep), de 20 a 23 deste mês em Porto Alegre. Como exemplo de boas práticas nacionais, foi apresentado o Protocolo das 7 Medidas de Enfrentamento aos Homicídios (P7), desenvolvido pelo diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Mário Souza. O protocolo, com base na teoria da dissuasão focada, é aplicado pelas três corporações estaduais, Polícia Civil, Brigada Militar e Polícia Penal, e alcançou resultados expressivos na redução dos índices de homicídios.
Joaquim D. Soares, Porto Alegre, via e-mail

Agressão com livros

O colunista Oscar Bessi tem razão quando disse, na coluna “Livros não deveriam agredir” (CP, 23/8), que o vídeo gravado na sala de uma escola infantil, em Caxias do Sul, abala qualquer um. O desespero da criança ao ser surpreendida pela pessoa que deveria protegê-la recebeu um golpe e o peso de vários livros. O menino de 4 anos perdeu um dente e teve outros cinco comprometidos, tamanha a violência da agressão. A primeira reação é o que houve com a professora, cuja formação seria o carinho e não a agressão. A segunda é que não foi um dos tantos e lamentáveis casos de desrespeito aos professores que têm ocorrido aqui, no Estado. É claro que não devemos crucificar os professores. A professora, de 49 anos, foi presa preventivamente e será submetida a exames. No entanto, fica a indagação: que violência é esta que atinge crianças em uma escola infantil?
Marina T. Gonçalves, Porto Alegre, via e-mail

Vigilância sanitária

A vigilância sanitária é absolutamente necessária para que nós, os consumidores, tenhamos alimentos em condições, bem armazenados e refrigerados, para que não haja nenhuma condição de serem servidos alimentos contaminados ou fora de validade. Os estabelecimentos, sejam quais forem, desde os pequenos até os grandes restaurantes, deveriam ter uma pessoa ou equipes sanitárias próprias para evitar as interdições. Exageros somente no cuidado em preservar os alimentos e os locais onde são acondicionados. Não defendo os fiscais nem os comerciantes. A Secretaria Municipal da Saúde vai usar câmaras corporais nos agentes para evitar excessos. Desejo que o consumidor seja bem tratado, pois, caso contrário, ele não retorna. Este ano houve 1.341 denúncias na Vigilância e Saúde, das quais 768 com teor sanitário e 8.170 quilos de alimentos foram apreendidos. O Centro Histórico é o líder de denúncias entre os bairros. Está na hora de mudar, de ter maiores cuidados com o que será ofertado aos consumidores. É a saúde deles que está em jogo.
José Roberto J. da Silveira, Porto Alegre, via e-mail