Do Leitor

A volta das máscaras e último suspiro de Cuba

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

A volta das máscaras

Foi no início da gestão de José Fortunati, então no PDT, que administrou a Capital por seis anos, porque em 2010 era vice-prefeito e substituiu José Fogaça (PMDB), que renunciou para concorrer ao Senado, e em 2013 elegeu-se prefeito. As manchetes dos jornais denunciavam: “Nível da poluição na Capital é alarmante”. As amostras colhidas apresentavam até 16 microgramas de partículas (poeira, gás carbônico, etc.) por metro cúbico de ar, quando o máximo tolerável é de dez microgramas. No Centro Histórico, os dois pontos mais poluídos eram a esquina Salgado Filho com a Borges de Medeiros e o entorno da Rodoviária e, entre os bairros, Humaitá era o líder na poluição do ar. Os aparelhos medidores estragaram e desapareceram e, desde então, a poluição atmosférica deixou de ser aferida. Os técnicos, na época, alertavam para a tendência de piora da situação devido ao constante aumento de veículos nas ruas. Hoje, catorze anos depois, Porto Alegre acrescenta o sofrimento da importação da fumaça tóxica dos milhares de queimadas espalhadas pelo país e não surpreende as emergências estarem hiperlotadas, principalmente pelos mais frágeis: idosos e crianças.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail

Último suspiro de Cuba

No ano de 2016, Cuba estava fervilhando. A visita do presidente Barack Obama a Havana trazia grandes esperanças, como abertura do comércio, dólares chegando e até mesmo o fim do famigerado bloqueio por parte dos EUA. No mesmo ano, haveria o show dos Rolling Stones, uma nova era econômica e cultural na ilha caribenha. Obama veio, Mick Jagger cantou e nada aconteceu. Em 2017, assume Donald Trump. Aquilo que Obama e Michelle projetaram foi sepultado. Mais uma vez, Cuba foi esquecida, mergulhada em crise econômica, miséria e uma ditadura.
José Adolfo Welter, Porto Alegre, via e-mail