Abstenções preocupam
Parece que a principal preocupação das autoridades eleitorais é saber o porquê das abstenções. A mim e a muitos outros demonstra muita insatisfação com o atual sistema brasileiro de democracia: poucos ganhando muito e muitos ganhando pouco; muitos partidos políticos gastando muito dinheiro (bilhões de reais em fundos eleitorais e fundos partidários) enquanto faltam recursos para custear as primeiras necessidades das famílias. Há muita impunidade. Está faltando uma reforma para reduzir número de deputados, senadores, vereadores e pelo menos um terço do quadro de funcionários públicos (a máquina pública está inchada) consumindo impostos e não sobrando quase nada para novos investimentos.
Ramiro Nunes de Almeida Filho, Porto Alegre, via e-mail
Faltas no último pleito
Impressionante as abstenções havidas no último pleito Brasil afora. Cientistas sociais (sociólogos, filósofos, historiadores e cientistas políticos) preocupados em decifrar o fenômeno. A resposta é simples e tácita: o povo está perdendo a paciência com a verdadeira plêiade de farsantes e pessoas desprovidas de qualquer cultura política que tentam se eleger para conseguir um emprego na política. Enquanto isso, empanam os verdadeiros bons candidatos, que existem sim, mas são em número cada vez menor e enfrentam cada vez mais dificuldades para serem eleitos. Sem falar de verdadeiros marginais, bandidos que se elegem pensando em acobertar seus crimes, que continuam a cometer. Infelizmente, a política no Brasil está se firmando cada vez mais com esses devaneios que desde os tempos de Rui Barbosa já eram explicitados.
Paulo Neves, São Gabriel, via e-mail
Cultura de paz
Lendo o jornal todos os dias, no meu caso, o Correio do Povo e demais veículos de comunicação, temos de tudo acontecendo (“Não há o que não haja”), não só rumores de guerras, elas estão sempre presentes nos noticiários. Há quem diga que utopias são um meio para acreditarmos em uma nova realidade, paz entre as nações é uma. Como chegar? Não tem magia, tem trabalho. Creio que começa em casa, no bairro, município, estado, país e, por fim, no mundo. Para tal acontecer, ter saúde, educação, segurança, saneamento, habitação, trabalho com geração de renda fazendo a roda da economia girar. Educação cidadã nas escolas não fugindo dos males: trânsito, uso de drogas, uso inadequado da Internet. Também promover atividades que visem o respeito e ajuda ao próximo. Há muitas pautas, mas temos que buscar de forma abnegada uma cultura de paz.
Eduardo Bento Sica, Porto Alegre, via e-mail
Vacina
Concordo com a leitora Valéria S. T. Guarnier (CP, 30/10) sobre a remessa da vacina contra a Covid-19. Temos de nos vacinar e não esquecer a multivacinação para nos tornamos saudáveis e protegidos.
Giselda F. da Luz, Porto Alegre, via e-mail