Aflições do trabalhador
Estamos no início de novembro e o dinheiro acabou, a inflação comeu, aumentou a inadimplência porque muitos carnês e contas a pagar já venceram e os cartões de crédito com os altíssimos juros, pelos parcelamentos intermináveis, já estouraram todos os limites. O que fazer? O desespero começa a tomar conta da família que não tem onde se agarrar, se vai ao agiota fica escravo da dívida, o patrão não faz adiantamentos e o negócio é procurar outro serviço fora do expediente e fazer bicos como pintura, ajudante de pedreiro, marceneiro, vender bugigangas ou se desfazer de relógio, móveis, roupas, etc., para poder comprar o que comer. Não ficamos doentes, mas a tristeza nos impede de buscar um lazer, passear com os filhos. Em contrapartida, vemos alguns políticos hospedados em hotéis caros com mordomias gastando muito mais do que deveriam porque é dinheiro público.
Ramiro Nunes de Almeida Filho, Porto Alegre, via e-mail
Megaoperação
“Massacre, extermínio, assassinato coletivo”: ao classificar de “matança” o resultado da megaoperação do Rio de Janeiro, que resultou na morte de 121 pessoas e determinar novas averiguações médico-legais por legistas da Polícia Federal, Lula questiona o serviço já feito, levantando a hipótese de assassinatos. Vimos troca de tiros e mortes de ambos os lados. Foi uma batalha vencida pelos mais treinados e comandados. Se ele estivesse lá, na frente de combate, faria diferente?
Décio A. Damin, Porto Alegre, via e-mail
Shutdown
Concordo com Jurandir Soares (CP, 8/11) sobre a insistência de Donald Trump em mediar os grandes conflitos mundiais, mas ele enfrenta em seu próprio país a maior paralisação parcial (shutdown) da máquina administrativa do país, que já chegou ao 41° dia.
Rubens de Souza, Porto Alegre, via e-mail