Alma fronteiriça
Morar na fronteira não é apenas viver entre dois países. É habitar uma fresta. Quem nasce na linha divisória aprende cedo que identidade não é muro – é ponte. Cresce ouvindo dois sotaques, duas moedas, duas versões da mesma história. Aprende a negociar antes de teorizar, a desconfiar antes de idealizar, a traduzir antes de reagir. A fronteira fabrica pessoas elásticas. Elas sabem que a verdade depende do lado de onde se olha. Desenvolvem radar para tensão política, sensibilidade para diferença e uma habilidade quase diplomática de sobreviver às mudanças. Mas há um preço: pertencimento nunca é absoluto. Quem mora na fronteira está sempre um pouco “de cá” e um pouco “de lá”. Carrega orgulho e desconfiança na mesma mala. Talvez por isso o fronteiriço tenha alma anfíbia: pisa firme na terra, mas nunca esquece que o chão pode mudar de idioma.
Valéria Surreaux, Uruguaiana, via e-mail
Sistema
Envolvidos no caso Master teriam entrado nos sistemas e acessado dados da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, da Interpol e até do FBI. Cabe sugerir que esses órgãos passem a utilizar o único sistema inexpugnável existente no globo terrestre, o qual foi empregado nas urnas eletrônicas e no processo de apuração de votos das eleições em 2022.
Antônio César Chaves, Osório, via e-mail
Providências
A duplicação da faixa de rolagem na BR 116, entre Sapucaia e São Leopoldo, ficou muito boa, facilitou a vida de quem trafega todos os dias. Mas e a pintura horizontal, divisa de faixas, até quando irão protelar? Da mesma forma, na BR 386, segue sendo duplicada de maneira hercúlea , haja vista todos os atrasos causados pela enchente. Existem trechos que, à noite, chegam a refletir muito forte a luz dos faróis na sinalização. Venho aqui também solicitar a continuidade do restante da manutenção. À noite, com chuva, esses trechos mal sinalizados viram terra de ninguém.
Daniel Diehl, Porto Alegre, via e-mail