Do Leitor

Alteridade e Congresso Nacional.

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais.

Alteridade

Não é à toa que me emociono ao encontrar jovens folheando narrativas, poesias e fantasias na 72ª Feira do Livro de Porto Alegre. Os livros me abriram mundos. Passei a ler outras realidades para além das quatro paredes do quarto, a descobrir outras luzes transcendentes à luminária que iluminava as letras sobre as páginas, a estar sob outras peles não restritas às camadas sôfregas (por vezes, egocêntricas) da adolescência. A leitura, incorporada aos dias e noites de uma juventude cheia de dúvidas, colocou-me frente a frente com o desafio da alteridade. Passei a enxergar outros contextos. E, com textos, reforcei o sentido de viver e desbravar ricas perspectivas para além da minha própria bolha.
Alina Souza, Porto Alegre

Congresso Nacional

Ao que vêm propalando os presidentes do Senado e da Câmara Federal, pretendem, ainda nesta legislatura, colocar em discussão e votação projetos da maior relevância: reformas do Judiciário e política. Não aconselhável fazê-lo, ao que entendemos, diante do pouquíssimo tempo para que tenhamos nova composição das Casas Legislativas. Em fazendo agora, atos de falta de consideração extrema em relação aos novos senadores e deputados. Até mais do que isso, embora tenham legitimidade porquanto no exercício dos mandatos, mas o princípio da ética desprezado. Da mesma sorte, oportuno salientar, acertos ao momento para reeleições para as presidências. Quem vai votar, até aí nenhuma dúvida, os que se reelegeram, por isso permanecem, e os novos encaminhados pela população. Ouvi-los imprescindível. Com efeito, nenhuma das reformas anunciadas, nem ajustes para reeleições, devem ocorrer agora. Tudo na nova legislatura.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim