Alternativa às cheias
As regiões mais baixas e planas da cidade de Porto Alegre sempre ficaram momentaneamente alagadas por ocasião de chuvas mais fortes. É uma situação que ocorre pela diferença entre o volume das chuvas e a capacidade de absorção do solo e de escoamento para o sistema de coleta pluvial. Mas, já há alguns anos, temos o agravamento desta situação pelo recobrimento do pavimento de pedras (paralelepípedos ou pedras irregulares), com juntas secas, permeáveis, por asfalto impermeável. Temperaturas altas e asfalto não permitem uma boa solução a médio ou longo prazos. O asfalto se molda formando saliências e reentrâncias que precisam ser corrigidas. É neste momento que a “emenda fica pior que o soneto”: o conserto se resume a acrescentar uma nova camada de asfalto sobre as irregularidades da superfície o que eleva o eixo da rua fazendo com que, com as frequentes intervenções, ele passe a estar acima do nível da entrada de alguns prédios. A movimentação do asfalto e a falta de cuidado com as sarjetas irregulares e com as bordas do asfalto impedindo o escoamento até as bocas de lobo, bastam para manter a água das chuvas em riachos que dependem da evaporação para sumir. Após a enchente, as ruas e as calçadas secaram e as sarjetas se mantiveram com a lama e o cheiro insuportável porque, mesmo com a tentativa de limpeza, não havia escoamento. A quadra da avenida Pernambuco entre as avenidas Cairu e França pode servir de teste para revisão da engenharia viária. A Prefeitura de Porto Alegre tem órgãos técnicos para todos os Serviços Urbanos essenciais que precisam fazer seu trabalho técnico e estar presentes na avaliação da situação das ruas porque a iniciativa de plantar árvores é ótima sempre (CP, 13/1), mas não é a mais urgente.
Alba Pereira Maranzana, Porto Alegre, via e-mail
Sem trégua
A capa do Correio do Povo de segunda-feira sintetiza um fenômeno que não nos deixa esquecer a tragédia climática que nos assola no planeta. De um lado, o fogo que não dá trégua, pois ventos quentes estão soprando com força no Hemisfério Norte, e, aqui no Brasil, chuvas torrenciais provocando deslizamentos com mortes em Minas Gerais e em Sergipe.
Silvana B. de Souza, Porto Alegre, via e-mail