Amores platônicos
Os amores platônicos da adolescência nunca pediam permissão à realidade. Bastava um olhar no corredor, uma voz qualquer, um nome rabiscado no caderno para que a imaginação escrevesse um romance inteiro. Amávamos menos a pessoa do que a promessa que ela carregava. E talvez resida aí a perfeição de certos afetos: o que não é vivido não conhece a rotina, os desencontros, as pequenas erosões do tempo. Os sonhos permanecem intactos justamente porque não precisam sobreviver ao cotidiano. Quando eu era menina, o apito de um trem parecia poesia. Até que fui morar ao lado dos trilhos e descobri que a mesma melodia podia ser um estrondo capaz de roubar o silêncio e a paz. Desde então, desconfio das belezas vistas apenas de longe. Há sonhos que florescem porque nunca se realizam e amores que permanecem eternos porque jamais saíram da imaginação. Talvez seja prudente não travar intimidade com certas idealizações: algumas existem apenas para serem contempladas, como o amor quase obcecado da adolescência e como o apito distante de um trem. Belos e perfeitos, justamente porque não moram ao nosso lado.
Valéria Surreaux, Uruguaiana, via e-mail
Exclusão social
A exclusão social ainda afeta crianças e adolescentes e continua sendo um problema presente em escolas e em outros ambientes de convivências. Muitas pessoas acabam sendo deixadas de lado em grupos, atividades e isoladamente. Especialistas destacam a importância do respeito, da empatia e da inclusão para a construção de relações mais saudáveis e de uma convivência melhor para todos.
Eduarda Cristina Do Couto Da Silva, Porto Alegre, Emef São Pedro, via e-mail