Ano perdido
Passado um ano da catástrofe climática que se abateu sobre o Estado e a Capital, com o pouco que foi feito até agora e o muito a ser realizado para que tenhamos um sistema de proteção contra cheias que nos proteja ou minimize os riscos de destruições como ocorreu em maio/24, é inevitável a percepção de inação dos governos estadual e municipal, responsáveis por realizar as medidas necessárias para evitá-las. Os recursos foram disponibilizados pela União. A falta de projetos e de contratações para refazer diques, comportas, corrigir deficiências recorrentes nas casas de bombas, etc., nos coloca à mercê de catástrofes de igual ou maior magnitude. Impõe-se que os gestores sejam cobrados por suas omissões.
José Carlos Morsch, Porto Alegre, via e-mail
Os sinais
Concordo com o leitor Rubens G. de Souza (CP, 26/4), pois a proliferação de doenças pode estar ligada diretamente aos distúrbios do meio ambiente que nos causam problemas sérios e até mortes. Considero também que estes sinais antecedem reações significativas que chegaram mais adiante, como no ano passado, quando tínhamos a presença da dengue no RS e um dos muitos desabastecimentos de vacinas, principalmente da Covid-19. Poucos dias antes de 1° de maio de 2024, as chuvas intensas já estavam causando mortes, desaparecidos e estradas bloqueadas no Estado. Eram os sinais que a natureza indicava da falta de cuidados dos humanos para com ela. Ninguém deu a atenção devida e o meio ambiente, então, mostrou a grande intensidade de um verdadeiro “dilúvio” que aconteceu a partir do segundo dia de maio, quando as águas avançaram e destruíram cidades, bairros e causaram muitas mortes e milhares de desabrigados. Será que teremos que ter mais provas do que tivemos para evitar a continuidade das tragédias?
Giselda F. da Luz, Porto Alegre, via e-mail