Ao vencedor, tudo!
Desde a vitória eleitoral de George W. Bush (republicano) sobre o vice-presidente Al Gore (democrata) nas eleições americanas de 2000 – decidida pela Suprema Corte em razão da polêmica apuração na Flórida, após 37 dias, em que o perdedor fez mais votos nominais do que o eleito –, vejo um paradoxo na tradição soberana dos EUA do colégio eleitoral formado por delegados representando os estados em que o ganhador arrebata todos os votos, pois coloca em xeque a representatividade e a importância dos eleitores em relação aos entes federados ao desconsiderar a proporcionalidade de votos individuais. A vontade e os anseios dos derrotados nos estados são como se não existissem.
José Carlos Morsch, Porto Alegre, via e-mail
Desilusão na política
Elogiáveis as manifestações de leitores sob os títulos “Abstenção” e “Silêncio dos bons” (CP, 5/11) por sua pertinência, clareza e abrangência. O afastamento de eleitores no pleito municipal retrata um desencanto e um protesto diante das inquestionáveis questões referidas nos comentários. Não seria demais incluir expressamente nas mazelas o sistema de reeleição, no parlamento e no Executivo, que causa o carreirismo político, tão nefasto aos interesses da nação, e também influi para a decepção dos eleitos.
João Nelson Paim Filho, Itapema (SC), via e-mail
Abstenção
Concordo com Nolfeu Barbosa (CP, 5/11) sobre o alto índice de abstenção nas últimas eleições. Foi uma forma de protesto generalizado contra o modo de se fazer política no Brasil.
Alberto W. da Silva, Porto Alegre
Herança africana
“Tema da redação do Enem 2024 aborda valorização da herança africana.” Em primeiro lugar, na escola não se fala da real herança africana. Leituras sociológicas necessárias para discorrer sobre o tema são necessárias. Um livro muito bom é “Casa Grande e Senzala”, de Gilberto Freire, porém pouco se tem conhecimento. É um tema riquíssimo e de grande valia para a sociedade.
Elaine Dias Debom, Porto Alegre, via Instagram
Guarita
Sou solidária com as pessoas que participaram do abraço na praia da Guarita, com o intuito de proteger o meio ambiente e evitar a construção de prédios. Devem ser preservadas a fauna, flora, enfim o meio ambiente. Basta de concreto, espigões, poluição. Mais consciência. A natureza agradece.
Rosangela Sperb, Porto Alegre, via e-mail