Apagão em São Paulo
Concordo com o leitor José Ronaldo S. de Lima (CP, 16/10) sobre os graves problemas da capital paulista, atingida por um temporal no final da semana passada. Além das mortes, milhares de imóveis continuavam sem energia elétrica, apesar dos esforços da Enel, empresa responsável pela distribuição de energia. O comércio e a população de São Paulo estão se mobilizando para cobrar da empresa pelas perdas. O leitor está certo quando diz que setores como o de energia e de água não deveriam estar nas mãos de concessionárias, que priorizam o lucro, mas dos governos que sempre atenderam com regularidade, o que não está ocorrendo. Está na hora de mudar.
José de Souza P. Lima, Porto Alegre, via e-mail
Falha no Pix
Uma falha técnica durante a manhã de segunda-feira no Pix causou muitos problemas às pessoas que precisaram fazer transferências em diferentes instituições do país. Todos sabemos das vantagens dessa forma de realizar pagamentos. Os problemas foram resolvidos à tarde, mas tudo isso me levou a lembrar do tempo em que fazíamos os depósitos diretamente nos caixas das instituições bancárias e pedíamos, quando necessário, ajuda com informações dos bancários que eram mais numerosos do que hoje. Sentia-me mais seguro, apesar de perder algum tempo na filas, mas era um tempo em que olhávamos nos olhos das pessoas. E podíamos fazer com que o tempo ficasse mais curto com uma boa conversa.
Paulo R. T. Sousa, Porto Alegre, via e-mail
Atavismos
“Los años pasan, nos vamos poniendo viejos”, disse Pablo Milanés. Por vezes, também, mais impacientes e neuróticos, como é meu caso. A última que minha impaciência crônica de 60 anos apontou foi a absoluta impossibilidade de frequentar restaurantes muito barulhentos, especialmente se o ruído for ocasionado por inconvenientes gritos e gargalhadas das mesas vizinhas. Conversas aos berros, dos dois gêneros, disputando incivilizados volumes, chegam como agressão e falta de senso do ridículo, por embriaguez talvez. Como se o convívio social estivesse restrito ao ambiente doméstico destes abrutalhados e destas abrutalhadas. Como se o ato de ingerir alimentos e bebidas, como se o ato de reunir-se para conversar justificassem o agir animalesco e primevo, sem nenhum respeito aos demais presentes. Não se trata de etiquetas à mesa, mas de falta de educação.
Pedro Luís Vargas Viegas, Porto Alegre, via e-mail