Artes
Desde o seu surgimento, na Itália do século XVI, a ópera é uma forma de arte plurimidiática, formada pelo amálgama de diversas linguagens artísticas oriundas da literatura, música, teatro, dança e artes plásticas. Assim como outras modalidades artísticas, sofreu variações através dos tempos, sendo que o gênero romântico tornou-se a forma dominante no século XIX. Peças de teatro e romances trágicos, como textos-fonte, foram a base principal que a ópera romântica privilegiou e, como consequência, a obra de Shakespeare atraiu a atenção de grandes compositores. Diversos textos do dramaturgo inglês foram utilizados para a criação de óperas famosas, entre elas, “Macbeth” (1847-1865). A plasticidade quase infinita dos textos de Shakespeare proporciona inúmeras possibilidades criativas ao artista no percurso intermidiático através do tempo e do espaço. Assim, quando adaptados em roteiros cênicos, fílmicos ou libretos de ópera, o resultado é um novo texto, com graus diferentes de aproximação ou distanciamento em relação ao texto-fonte. O novo formato pressupõe uma série de transformações, visto que os diversos suportes são regidos por diferentes signos, códigos e convenções. É importante destacar que não há, necessariamente, uma relação identitária entre o texto original e o outro texto, seja ele cênico, fílmico ou operístico, pois a representação é mimética, mediada pelo código, isto é, a similaridade já contém um tom diferenciador.
Maria Alice Braga, Porto Alegre
Outubro Rosa
O Outubro Rosa é uma oportunidade para lembrar que o direito à saúde precisa sair do papel e chegar à vida das pessoas. Garantir a mamografia significa ampliar as chances de diagnóstico oportuno, reduzir desigualdades no acesso e permitir que mais mulheres tenham a possibilidade de iniciar o tratamento no momento adequado. Em uma doença que pode comprometer a vida de tantas famílias, informação e acesso ao atendimento são fundamentais.
Thayan Fernando Ferreira, Belo Horizonte (MG)