Artigo
Neste momento de crise institucional, vale lembrar o artigo do eminente jurista J. J. Calmon de Passos, publicado na revista Veja ainda em 14 de maio de 1986, que, entre outras coisas, afirmou: "Um único colarinho-branco do setor público ou setor privado rouba mais, em termos de quantidade, do que todos os gatunos comuns reunidos". Talvez seja por isso e por outras coisas muito bem explicitadas por Marcus A. de Carvalho nesta coluna, sob o título “Brasil esquecido” (CP, 3/09), que hoje a classe política do país se encontra em elevado descrédito.
Sebastião Cruz, Passo Fundo
Agradecimento
Agradeço ao Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) pelo pronto atendimento e conserto do vazamento de água em terreno de um prédio demolido na avenida Protásio Alves, esquina com a rua doutor Rodrigues Alves, no bairro Chácara das Pedras.
Heraldo Quesada, Porto Alegre
Filão
Jovem engenheiro de ferrovias, Ildo Meneghetti frequentemente almoçava em casas de colonos próximas às obras. Muitos anos mais tarde, já governador, fica sabendo que um colono do interior de Garibaldi o procurara no Palácio Piratini sem conseguir passar pelos oficiais de gabinete. Mandou chamar o homem: "Diga aos guardas que eu quero falar contigo". Chegou o Vitório olhando para o chão, tímido, amassando o chapéu entre as mãos, governador pra lá, Excelência pra cá. Meneghetti o interrompe: "O que é isso, Vitório? Eu ainda sou o Meneghetti, aquele que filava boia na tua casa”. “Ah, graças a Deus o senhor ainda lembra disso!” Tomou intimidade e pediu uma escolinha primária lá para o distrito. Saiu do Palácio contente com o pagamento da sua boia.
Paulo de Tarso Riccordi, Porto Alegre