Aves de segurança no aeroporto
Fiquei impressionado com a matéria “Bird Strike”: falcões evitam choques a aviões (CP, 21/4). Antes desta carta havia me chamado a atenção a missiva de Armando G. de Souza (CP, 14/4) sobre a captura de animais do tráfego aéreo no Aeroporto Internacional Salgado Filho, com a utilização de quatro gaviões e um falcão para evitar o perigoso choque de aves com aviões. Segundo a Anac, diariamente, em média, dez aeronaves colidem com aves. A colisão é denominada de bird strike. Não tinha conhecimento sobre o treinamento das aves de rapina para este trabalho e descobri, com a reportagem, que o cuidado é minucioso, pois o objetivo é afugentar, sem ferir, as aves e outros animais capturados, garantindo a segurança do sítio aeroportuário. Bióloga da empresa Radar, Denise Giani explica que as aves são treinadas desde pequenas, pois é preciso que se acostumem com o toque humano. As capturas são feitas sem quaisquer ferimentos, pois são colocadas miçangas nas suas garras. Os animais capturados passam por análise veterinária e são soltos na natureza, em área segura, a 120 km do aeroporto.
Renato B. de Sousa, Porto Alegre, via e-mail
Hospitais de campanha
Porto Alegre continua em estado de emergência e vai contar com mais dois hospitais de campanha no Passo das Pedras para os atendimentos ambulatoriais a pacientes com suspeita de dengue, além de tendas de apoio em unidades de saúde. A decisão foi tomada após encontro entre o Exército e a Secretaria Municipal da Saúde. A atuação dos militares tem sido importante em momentos como este de maior incidência da doença, como foi durante a cheia histórica que está prestes a completar um ano. O Exército é indispensável nesses momentos.
José de Souza P. Lima, Porto Alegre, via e-mail
Impunidade
Os fatos e as impunidades sequentes que todos os dias estampam os jornais e noticiários televisivos, crimes, assaltos, feminicídios, corrupção, trânsito que causa mortes nas estradas e nas cidades, vêm assustando os cidadãos trabalhadores que se desestimulam e deixam de ser honestos. Há os crimes de colarinho branco, escandalosos, que resultam em penas suaves, e os bilhões roubados ficam extraviados nas contas particulares e no exterior, demonstrando que no Brasil o crime compensa. Nossos políticos têm a obrigação de mudar os códigos para aplicação de penalidades e acabar com regressões e benefícios para presidiários. Pode ser que assim se reduza a entrada de armas e celulares para armar e propiciar mais crimes de dentro para fora dos presídios.
Ramiro Nunes de Almeida Filho, Porto Alegre, via e-mail