Avisos do tempo
Interessante e importante a reportagem sobre o início de 2024, quando o tempo “avisava” o que viria a seguir, materializando-se em maio, a grande e histórica enchente no Rio Grande do Sul. Na ocasião, em 16 de janeiro, uma tempestade severa atingiu as regiões Central, Vales, Metropolitana e Porto Alegre, afetando diretamente 60 municípios e ocasionando duas mortes e uma dúzia de feridos. A Capital chegou a decretar situação de emergência depois de ser atingida por ventos de 120 km/h, além de 76 milímetros de chuva. Três mil árvores caíram e a falta de energia elétrica afetou o abastecimento de 73 bairros, deixando 1,2 milhão de pessoas sem água. Por que não tomamos providências, a população, os dirigentes, os governos, para começarmos a pensar no que poderia acontecer? E como poderíamos nos proteger de possíveis calamidades? Apesar do que aconteceu, o sol voltou a brilhar e a vida seguiu em frente. Até chegar o fatídico maio, que conseguiu superar até a grande enchente de 1941, que já estava no nosso imaginário. Novamente o tempo mudou, mas continua a nos dar avisos. Até quando?
Alberto W. da Silva, Porto Alegre, via e-mail
Lençóis cidreirenses
A atração dos Lençóis de Cidreira revelou este ano as dunas e a ausência de pontos de água, drenados devido à estiagem. Realmente é um espetáculo subir e descer nas dunas de areia. Além dos visitantes, também há pesquisadores que explicam a ausência das lagoas e poças devido à evaporação da água por conta do clima, pois estamos entrando em um ciclo de La Niña, no qual teremos períodos de seca. Lembro que o balneário mais próximo ao sul, Pinhal, possuía dunas muito altas até Cidreira. Dizem que a especulação imobiliária causou o desaparecimento das dunas ou cômoros de areia, como chamávamos quando crianças.
Betina T. de Souza, Porto Alegre, via e-mail
Alunos reprovados
Tem razão o leitor Mário Pizzutti (CP, 17/1) sobre os alunos reprovados que poderão passar de ano em 2025. É isso que queremos para o Brasil?
Elenara L. de Souza, Porto Alegre