Baixa umidade e incêndios
Comemorado no dia 5 deste mês, o Dia da Amazônia foi abafado pelo fogo (CP, 6/9). Mais de mil cidades brasileiras estavam em alerta em razão dos baixos níveis de umidade. A escassez hídrica severa em vários estados, como São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás em agosto, somada a incêndios causados pela baixa umidade e pelo homem, causou uma grande onda de fogo e de calor no país. Enquanto parte da Amazônia e do Pantanal ardia em chamas, milhares de focos de incêndio eram identificados em São Paulo. Passaram-se os dias e tudo parece voltar ao normal até o surgimento de novos focos. O que será do país no próximo verão? E o que nós e as autoridades federais e estaduais poderemos fazer com urgência?
Rubens G. de Souza, Porto Alegre, via e-mail
Silêncio
Impressiona o silêncio da população brasileira em relação às queimadas pelo território nacional. Aceitamos passivamente. Onde está o exercício da cidadania? Porque não somos capazes de nos unir e lutar por uma causa que a todos interessa? Receio que a polarização política que tomou conta do país recentemente seja o motivo. Penso que temos que mudar nossos conceitos ou não vamos avançar nunca.
Hermes Buffon, Casca, via e-mail
‘Voto obrigatório’
Concordo com o leitor Jaime Pacheco Alves (CP, 2/9) em "Voto obrigatório". Não adianta votar em alguém para nos representar se este, depois de eleito, por influência do sistema político, não nos representar? Como bem disse o leitor, eles passam a perdoar dívidas de partidos, a afrouxar as leis que punem políticos corruptos, como a da ficha limpa, votam os seus próprios salários e penduricalhos, fundo eleitoral e outras verbas em benefício próprio? E também não coíbem as ações prejudiciais de outros poderes sobre a população. Como votar consciente se a maioria dos políticos não tem consciência?
Lauder S. Santarrosa, Porto Alegre, via e-mail