Banhados protegidos
Os banhados precisam ser protegidos, pois são áreas naturais que funcionam como reguladores dos ecossistemas pelos seus solos e vegetações específicas. Quando chove muito, por exemplo, eles retêm as águas como se fossem uma esponja e, ao contrário, nas estiagens liberam as águas fazendo uma espécie de autorregulação do ambiente. No entorno do Guaíba, os banhados deram lugar às expansões urbanas, como temos na Capital, nas ilhas do Delta do Jacuí e em algumas regiões da Grande Porto Alegre, que ficaram alagadas. Concordo com os leitores Paulo Neves e José Pedro Naisser (CP, 31/5) e com a repórter Flavia Bemfica (CP, 31/5), que escreveu sobre os estudos das bacias hidrográficas, os quais contêm levantamentos completos sobre os rios que correm pelo RS e ajudam a explicar como as chuvas no norte do Estado podem se transformar em um grande problema. São dados sobre os planos das bacias hidrográficas a partir dos Comitês de Gerenciamento das Bacias Hidrográficas. E temos até lei estadual, denominada Lei das Águas, que completa 30 anos em dezembro, pioneira no país, e que serviu de inspiração para a lei brasileira. Tudo indica que temos como resolver os problemas que afligem o RS, basta se debruçar sobre o que já foi estudado. Os dados estão à disposição no site da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).
Alberto W. da Silva, Porto Alegre, via e-mail
Técnicos holandeses
Recomendo a leitura e pesquisa sobre a comitiva dos Países Baixos que esteve em Porto Alegre no dia 3 (CP, 4/6) para analisar o problema nas comportas do Guaíba e nas bombas de sucção. Como se sabe, os países baixos são formados pela Holanda, Bélgica e Luxemburgo localizados geograficamente um pouco abaixo do nível do mar. Portanto, são experts em comportas que evitam diariamente a invasão das águas do Mar do Norte, designação do oceano Atlântico naquela região. Os holandeses, após reuniões com representantes dos governos federal, estadual e da Prefeitura de Porto Alegre, visitaram comportas, casas de bombas e diques e farão um relatório. Foi pertinente a carta do leitor Juliano da Costa C. Farias (CP, 10/6) sobre a importância desta visita para analisar e apontar soluções, pois esses técnicos são os indicados para uma possível solução do problema. Não podemos, como disse o leitor, protelar soluções. Precisamos sim de urgência nos resultados.
Renato B. de Sousa, Porto Alegre, via e-mail
Realidade
Estiagens contínuas e condições de mercado desfavoráveis por anos seguidos mostram uma realidade ainda pior, pois o setor está descapitalizado. O prejuízo total deverá superar os R$ 100 bilhões. A situação poderá ser irreversível para muitos produtores. Tem razão o leitor João José S. Silveira (CP, 11/6). É preciso agir com rapidez.
Valéria S. T. Guarnier, Porto Alegre, via e-mail
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