Bibliotecas abertas
Com as restrições do uso do celular, as escolas precisam resgatar antigos espaços de leitura e convívio nas escolas. É inadmissível vermos escolas com bibliotecas fechadas ou com horários restritos de atendimento por falta de profissionais da área. Espera-se que, na agenda do governo do Rio Grande do Sul, as bibliotecas possam ser reabertas e tornadas mais atraentes para os estudantes terem contato com os livros e a leitura.
Valmir Michelon, Guaíba, via e-mail
Data histórica
Este 25/2 marca 50 anos do protesto protagonizado pelo universitário Carlos Alberto Dayrell, que, ao meio-dia, subiu numa tipuana, defronte à faculdade de Direito da Ufrgs, para protegê-la do corte iminente. O gesto reuniu mais de uma centena de pessoas e teve o apoio de um professor e dois alunos, que também subiram na árvore. Às 16h, o ecologista José Lutzenberger (1926-2002) lançou um manifesto clamando por “mais verde e menos concreto”. Às 17h, um pelotão da BM dissolveu a manifestação a golpes de cassetete e fez todos descerem da árvore. Levou-os com um grupo de ecologistas para o então temido DOPS da Polícia Civil. Liberados horas depois, obtiveram do secretário de Obras a promessa de parar o corte das tipuanas. Que nem era necessário, já que o viaduto Imperatriz Leopoldina foi construído distante dali. O protesto de Dayrell, que voltou para MG, provocou a criação da pioneira Smam e teve ampla repercussão nacional. Pode ser considerado como o nascimento da consciência ecológica.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail
Calor intenso
Os eventos climáticos, conforme estudos e afirmações dos especialistas da área, serão mais constantes no nosso amado Rio Grande do Sul. O outono se aproxima e, no entanto, o que se ouve na mídia é que as ondas de calor se prolongarão. Até quando? Sabe-se lá! Com todos esses indicativos, depara-se com uma inexplicável insensibilidade de gestores públicos na área educacional ao não admitirem que as escolas municipais e estaduais, em sua maioria, não têm estrutura suficiente para que profissionais da educação, funcionários e estudantes consigam desempenhar suas atividades com o mínimo de conforto necessário ao ser humano frente a altas temperaturas. Desta forma, senhores gestores, se os especialistas estão informando esses eventos, considerem, pensem na qualidade de vida de seu capital humano e de seus estudantes. Cancelem as aulas, pois é público e notório que as escolas sempre cumprem os 200 dias letivos.
Otacílio Maciel Filho, Porto Alegre, via e-mail
Educação financeira
A educação financeira ajuda na construção de uma sociedade mais equilibrada, com melhor fluxo de riquezas. Contudo, esse tema ainda não recebeu a atenção devida no nosso meio educacional. Capacitar crianças e jovens acerca da relevância de se te ter um bom planejamento financeiro, com poupança e investimento dentro da possibilidade de cada um, pode ajudá-los na tomada de decisões embasadas, evitando o endividamento. Colocar esse conteúdo no currículo escolar é fundamental na preparação de nossos estudantes para que estejam mais aptos a enfrentar os desafios econômicos do futuro, contribuindo para uma coletividade mais consciente no seu consumo. É imprescindível que as próximas gerações possam desenvolver as habilidades necessárias para prosperar financeiramente.
Natalie C. Bellini, Porto Alegre, via e-mail