Boemia gaudéria
Revisitar Porto Alegre nos faz recordar lembranças, caminhando acompanhado da alma da boemia. Histórias de esquinas, madrugadas que já não dialogam nos segredos guardados nas noites de agora, refúgio de um tempo, de um bar, a única testemunha de solidões, amores e despedidas que não voltam mais. Naquelas cadeiras e mesas solitárias de bar que se abrigaram no passado e são reminiscências hoje. Os bares nativistas formam um capítulo à parte, com a Pulperia, Vinha D’Alho, Tafona, Barbaridade, João de Barro e, mais recentemente, o Estância de São Pedro, na Cidade Baixa. Bons tempos que remanescem apenas nas nossas memórias afetivas.
Luiz Fernando Carvalho, Porto Alegre, via e-mail
Capital Federal
No dia 21 de abril de 1960, foi fundada pelo terceiro presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek, Brasília, a terceira capital do país, numa região semiárida do Centro-Oeste. No entanto, pouco destaque recebeu esta data tão importante para o nosso país. Conhecer nossa história é fundamental para termos raízes e nos identificarmos como povo, com vínculos sociais e culturais e, assim, formarmos referências verdadeiras. Nossa história merece mais atenção para construirmos uma identidade comum. Parabéns, Brasília!
Virginia Moura Fietz, Porto Alegre, RS
Secreto
Na eleição de 1923, em Cachoeira do Sul, um gauchão vai largando o seu voto – a descoberto, como então – a favor de Assis Brasil, quando o borgista João Neves da Fontoura o interrompe: “Como é o teu nome?”. O homem o mira nos olhos longamente, remexe nos bolsos, vacila, baixa a vista e termina voltando-se para os seus acompanhantes: “Como é mesmo o meu nome?”.
Paulo de Tarso Riccordi, Porto Alegre, via redes sociais