Buracos
Numa estrada em que pagamos dois caros pedágios, não se justifica a quantidade de buracos no asfalto entre os quilômetros 50 e 40 no sentido Porto Alegre/Osório. O veraneio se aproxima e as possibilidades de acidentes aumentam.
Jaime Pacheco Alves, Atlantida Sul
Belchior
Na humildade dos grandes, um dos maiores compositores do Brasil, o letrista e cantor respeitado e amado pelo seu talento genuíno, confessou-se frustrado por não ter conseguido realizar o sonho de escrever um livro de poesia. Por isso, inspirou-se nos escritos dos seus escolhidos, homenageou-os fazendo referências em suas composições, na maioria bem escondidas, “pepitas incrustadas”, ele me disse. Belchior afirmou-me preferir a alusão, o modo sutil de referenciar mais adotado em suas letras. E explicou sua preferência de uma maneira tão poética que, para mim, vale o livro que ele não escreveu: “Antes de tudo, a sutileza é bastante drummondiana. O requinte, o saber ocultar bem o que se quer dizer, é uma espécie de gentileza literária”.
Alzira Umbelino Cardillo, Belo Horizonte
Cachês
Aqui não pretendo contestar a popularidade dos artistas contratados pelas prefeituras para realizar shows em datas comemorativas. Minha crítica refere-se aos altos valores dos cachês, em sua quase totalidade pagos com dinheiro público, muitas vezes em detrimento de obras e projetos sociais. Qual é a dificuldade em conseguir patrocínio privado para custear esses eventos, considerando que eles atingirão um grande número de espectadores e, consequentemente, poderão proporcionar visibilidade às empresas patrocinadoras? Será que os milhões pagos vão integralmente para os artistas? Existe algum mecanismo de fiscalização e rastreamento, por parte dos órgãos públicos (Ministério Público, Polícia Federal, vereadores, entre outros), para verificar os valores contratados e quanto efetivamente chega às mãos dos artistas?
Marcus Aurelio de Carvalho, Santos (SP)